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A abolição sob a lente de autores brasileiros

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No século da independência, do Império e da República, a existência do sistema esclavagista marcou decisivamente a história do Brasil, condicionando as mentalidades e o futuro da nação. Como tal, perante uma realidade insofismável, este trabalho procura demonstrar como no “século negro” a escravidão, a abolição, as relações entre senhores e escravos se estabeleceram, trazendo para a cena literária romances, contos, crónicas, de referências da literatura do Brasil, quase todas de autores bem conhecidos: Maria Firmina dos Reis, Joaquim Manuel de Macedo, Bernardo Guimarães, Aluísio Azevedo, e, não menos importante, Machado de Assis. Sob o manto da segurança do fazendeiro, do preconceito da cor, da sentimentalidade, da crítica ao desejo de notoriedade burguesa, da denúncia da violência escravocrata, estes escritores, uns de forma mais consciente e crítica do que outros, evidenciando uma leitura histórica, social e política que problematiza as estruturas de domínio da sociedade brasileira e a forma como exercem a sua autoridade, escreveram e conceberam, indubitavelmente, a história brasileira de oitocentos.
Autores principais:Abreu, José António Carvalho Dias de
Assunto:Literatura Escravatura Movimentos antiescravistas
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:No século da independência, do Império e da República, a existência do sistema esclavagista marcou decisivamente a história do Brasil, condicionando as mentalidades e o futuro da nação. Como tal, perante uma realidade insofismável, este trabalho procura demonstrar como no “século negro” a escravidão, a abolição, as relações entre senhores e escravos se estabeleceram, trazendo para a cena literária romances, contos, crónicas, de referências da literatura do Brasil, quase todas de autores bem conhecidos: Maria Firmina dos Reis, Joaquim Manuel de Macedo, Bernardo Guimarães, Aluísio Azevedo, e, não menos importante, Machado de Assis. Sob o manto da segurança do fazendeiro, do preconceito da cor, da sentimentalidade, da crítica ao desejo de notoriedade burguesa, da denúncia da violência escravocrata, estes escritores, uns de forma mais consciente e crítica do que outros, evidenciando uma leitura histórica, social e política que problematiza as estruturas de domínio da sociedade brasileira e a forma como exercem a sua autoridade, escreveram e conceberam, indubitavelmente, a história brasileira de oitocentos.