Publicação
A importância do microambiente tumoral na carcinogénese
| Resumo: | O microambiente tumoral desempenha um papel fundamental na iniciação e na progressão da carcinogénese. O habitat característico do microambiente tumoral, intensamente dinâmico e heterogéneo, envolvendo células imortais, células do estroma, células imunitárias, vasos sanguíneos, matriz extracelular e sinalização molecular permite definir a carcinogénese como uma doença do microambiente tumoral; as intricadas e complexas interações entre todos os componentes celulares influenciam o crescimento do tumor, a invasão de tecidos adjacentes, e o processo de metastização. Elementos críticos característicos do microambiente tumoral como a hipoxia, inflamação, e evasão imunológica modelam a forma e expressão do comportamento e gravidade do tumor na resposta ás terapias existentes. Os fibroblastos tumorais associados ao cancro, que se encontram no microambiente tumoral, são fundamentais na sua ação pro-tumoral, na remodelação da matriz extracelular (ECM) e na secreção de fatores de crescimento que ativam a angiogénese e a proliferação das células tumorais. Os macrófagos tumorais, outras células imunológicas e componentes do microambiente adquirem fenótipos pró-tumorais, que permitem a evasão de células cancerígenas à vigilância imunológica As condições de hipóxia, e a sobre expressão dos fatores de transcrição que respondem á diminuição dos níveis de oxigenação infratumoral características do microambiente tumoral, agravam a instabilidade e a resistência á apoptose e adicionalmente, promovem a angiogénese e modelação das vias metabólicas intracelulares. A inflamação crónica característica dos ambientes microtumorais ancora um ambiente permissivo e potenciador da sobrevivência e proliferação das células metastizadas. O Microambiente tumoral contribui para resistência às abordagens terapêuticas existentes, já que atua como barreira á ação dos fármacos, e simultaneamente, potencia os mecanismos de resistência das células, promovendo a metastização. Compreender as relações e os papeis de cada componente do microambiente tumoral e a sua relação com a carcinogénese permitirá desenvolver estratégias terapêuticas mais eficientes e adequadas garantindo o tratamento e o aumento da sobrevida dos doentes. |
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| Autores principais: | Francês, Marlene Coelho Camacho |
| Assunto: | Microambiente tumoral Carcinogénese Evasão imunológica Células associadas ao cancro Hipóxia Mestrado Integrado - 2024 |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O microambiente tumoral desempenha um papel fundamental na iniciação e na progressão da carcinogénese. O habitat característico do microambiente tumoral, intensamente dinâmico e heterogéneo, envolvendo células imortais, células do estroma, células imunitárias, vasos sanguíneos, matriz extracelular e sinalização molecular permite definir a carcinogénese como uma doença do microambiente tumoral; as intricadas e complexas interações entre todos os componentes celulares influenciam o crescimento do tumor, a invasão de tecidos adjacentes, e o processo de metastização. Elementos críticos característicos do microambiente tumoral como a hipoxia, inflamação, e evasão imunológica modelam a forma e expressão do comportamento e gravidade do tumor na resposta ás terapias existentes. Os fibroblastos tumorais associados ao cancro, que se encontram no microambiente tumoral, são fundamentais na sua ação pro-tumoral, na remodelação da matriz extracelular (ECM) e na secreção de fatores de crescimento que ativam a angiogénese e a proliferação das células tumorais. Os macrófagos tumorais, outras células imunológicas e componentes do microambiente adquirem fenótipos pró-tumorais, que permitem a evasão de células cancerígenas à vigilância imunológica As condições de hipóxia, e a sobre expressão dos fatores de transcrição que respondem á diminuição dos níveis de oxigenação infratumoral características do microambiente tumoral, agravam a instabilidade e a resistência á apoptose e adicionalmente, promovem a angiogénese e modelação das vias metabólicas intracelulares. A inflamação crónica característica dos ambientes microtumorais ancora um ambiente permissivo e potenciador da sobrevivência e proliferação das células metastizadas. O Microambiente tumoral contribui para resistência às abordagens terapêuticas existentes, já que atua como barreira á ação dos fármacos, e simultaneamente, potencia os mecanismos de resistência das células, promovendo a metastização. Compreender as relações e os papeis de cada componente do microambiente tumoral e a sua relação com a carcinogénese permitirá desenvolver estratégias terapêuticas mais eficientes e adequadas garantindo o tratamento e o aumento da sobrevida dos doentes. |
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