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Terapias biológicas no tratamento da leucemia linfoblástica aguda : eficácia e segurança

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Resumo:A leucemia linfoblástica aguda é uma neoplasia hematológica caracterizada pela proliferação de células linfoides imaturas na medula óssea, sangue periférico e outros órgãos. Atualmente é o cancro mais comum em doentes pediátricos e apresenta taxas de sobrevivência de 90% em crianças e 40% em adultos com mais de 40 anos. Um diagnóstico completo da leucemia linfoblástica aguda inclui uma avaliação molecular e citogenética e imunofenotipagem bem como, a avaliação dos sinais e sintomas do doente. É necessária a presença de pelo menos 20% de linfoblastos na medula óssea e sangue periférico como critério para distinguir leucemia linfoblástica aguda de linfoma linfoblástico. A terapia convencional para a leucemia linfoblástica aguda inclui protocolos intensivos de quimioterapia divididos em várias etapas: indução, profilaxia do sistema nervoso central, consolidação e manutenção. Alguns doentes acabam por prosseguir para transplante de células tronco hematopoiéticas. No entanto, esta terapia apresenta toxicidades elevadas, surgindo a necessidade da criação de novas terapias direcionadas com perfis de toxicidade mais baixos. Surge assim a terapia direcionada, esta inclui os inibidores da tirosina-cinase e as terapias biológicas, incluindo estas anticorpos monoclonais, anticorpos monoclonais conjugados com agentes citotóxicos ou toxinas, anticorpos biespecíficos e terapias com células T recetoras de antigénios quiméricos. Os inibidores da tirosina-cinase são fármacos que têm como principal alvo a leucemia linfoblástica aguda Ph+. Os anticorpos monoclonais abordados ao longo deste trabalho têm como principal alvo CD19, CD3, CD20 e CD22 e são maioritariamente eficazes em leucemia linfoblástica aguda das células B. Têm sido realizados diversos ensaios clínicos que avaliam a eficácia destas terapias tanto em monoterapia, como em combinação com agentes presentes em quimioterapia convencional, como em combinação com outras terapias direcionadas, e os resultados têm-se apresentado bastante promissores. Estas terapias, devido ao facto de serem direcionadas para o alvo apresentam melhores perfis de toxicidade em comparação com as terapias tradicionais. A continuação da realização de investigação nesta área é fundamental tal como a realização de novos ensaios clínicos de forma a avaliar a eficácia e segurança destas terapias a longo prazo.
Autores principais:Pires, Mariana Neves
Assunto:Leucemia linfoblástica aguda Terapias biológicas Inibidores da tirosinacinase Anticorpos monoclonais Células CAR-T Mestrado Integrado - 2023
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A leucemia linfoblástica aguda é uma neoplasia hematológica caracterizada pela proliferação de células linfoides imaturas na medula óssea, sangue periférico e outros órgãos. Atualmente é o cancro mais comum em doentes pediátricos e apresenta taxas de sobrevivência de 90% em crianças e 40% em adultos com mais de 40 anos. Um diagnóstico completo da leucemia linfoblástica aguda inclui uma avaliação molecular e citogenética e imunofenotipagem bem como, a avaliação dos sinais e sintomas do doente. É necessária a presença de pelo menos 20% de linfoblastos na medula óssea e sangue periférico como critério para distinguir leucemia linfoblástica aguda de linfoma linfoblástico. A terapia convencional para a leucemia linfoblástica aguda inclui protocolos intensivos de quimioterapia divididos em várias etapas: indução, profilaxia do sistema nervoso central, consolidação e manutenção. Alguns doentes acabam por prosseguir para transplante de células tronco hematopoiéticas. No entanto, esta terapia apresenta toxicidades elevadas, surgindo a necessidade da criação de novas terapias direcionadas com perfis de toxicidade mais baixos. Surge assim a terapia direcionada, esta inclui os inibidores da tirosina-cinase e as terapias biológicas, incluindo estas anticorpos monoclonais, anticorpos monoclonais conjugados com agentes citotóxicos ou toxinas, anticorpos biespecíficos e terapias com células T recetoras de antigénios quiméricos. Os inibidores da tirosina-cinase são fármacos que têm como principal alvo a leucemia linfoblástica aguda Ph+. Os anticorpos monoclonais abordados ao longo deste trabalho têm como principal alvo CD19, CD3, CD20 e CD22 e são maioritariamente eficazes em leucemia linfoblástica aguda das células B. Têm sido realizados diversos ensaios clínicos que avaliam a eficácia destas terapias tanto em monoterapia, como em combinação com agentes presentes em quimioterapia convencional, como em combinação com outras terapias direcionadas, e os resultados têm-se apresentado bastante promissores. Estas terapias, devido ao facto de serem direcionadas para o alvo apresentam melhores perfis de toxicidade em comparação com as terapias tradicionais. A continuação da realização de investigação nesta área é fundamental tal como a realização de novos ensaios clínicos de forma a avaliar a eficácia e segurança destas terapias a longo prazo.