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MERCOSUL: Uma revisão do seu desenvolvimento, dos seus resultados e a crise do final dos anos 90.

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O Mercosul é mais uma experiência de alguns países latino-americanos de conseguir uma melhor inserção internacional através do desenvolvimento de relações regionais que promovam e apoiem o desenvolvimento económico, político e social das economias nacionais. O projecto nasceu num momento de dificuldades internas dos seus países membros e quando a economia mundial também não era muito favorável. O Mercosul teve nos anos iniciais, resultados positivos e muito favoráveis tanto para os seus integrantes como para o bloco, principalmente, no que diz respeito às relações comerciais intra e extra-regionais. As primeiras fases deste processo de integração, até a criação e consolidação da União Alfandegária, foram vividas sem grandes dificuldades de adaptação, até porque o que aconteceu foi praticamente um "despertar" de relações comerciais entre países vizinhos, que praticamente não se relacionavam. Agora, passada a fase inicial e quando caminha-se para um aprofundamento do processo de integração - o Mercado Comum - começam a surgir (ou a tomar-se mais evidentes) os problemas de ajuste inerentes a qualquer processo integracionista. Os países membros encontram-se num momento crucial em que a evolução do bloco depende de ajustes profundos das suas economias. Os últimos anos têm mostrado que a busca da convergência não é tão simples como foram os anos iniciais, em que a preocupação maior foi com a política comercial e a estabilização das economias nacionais. A crise que se instalou na região, nomeadamente após a desvalorização da moeda brasileira em Janeiro de 1999, só veio a mostrar mais uma vez que a continuidade desse processo de integração precisa de um mínimo de coordenação entre as economias do Brasil e da Argentina. É chegado o momento de avaliar-se o que já foi feito e optar pelas medidas e políticas adequadas para que não se perca o que já foi conseguido.
Autores principais:Valente, Mafalda Ruivo
Assunto:Mercosul Integração regional Integração económica Política comercial Blocos regionais Países Latino-americanos Regional integration Economic integration Commercial policy Regional blocs Latin-american Countries
Ano:2000
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O Mercosul é mais uma experiência de alguns países latino-americanos de conseguir uma melhor inserção internacional através do desenvolvimento de relações regionais que promovam e apoiem o desenvolvimento económico, político e social das economias nacionais. O projecto nasceu num momento de dificuldades internas dos seus países membros e quando a economia mundial também não era muito favorável. O Mercosul teve nos anos iniciais, resultados positivos e muito favoráveis tanto para os seus integrantes como para o bloco, principalmente, no que diz respeito às relações comerciais intra e extra-regionais. As primeiras fases deste processo de integração, até a criação e consolidação da União Alfandegária, foram vividas sem grandes dificuldades de adaptação, até porque o que aconteceu foi praticamente um "despertar" de relações comerciais entre países vizinhos, que praticamente não se relacionavam. Agora, passada a fase inicial e quando caminha-se para um aprofundamento do processo de integração - o Mercado Comum - começam a surgir (ou a tomar-se mais evidentes) os problemas de ajuste inerentes a qualquer processo integracionista. Os países membros encontram-se num momento crucial em que a evolução do bloco depende de ajustes profundos das suas economias. Os últimos anos têm mostrado que a busca da convergência não é tão simples como foram os anos iniciais, em que a preocupação maior foi com a política comercial e a estabilização das economias nacionais. A crise que se instalou na região, nomeadamente após a desvalorização da moeda brasileira em Janeiro de 1999, só veio a mostrar mais uma vez que a continuidade desse processo de integração precisa de um mínimo de coordenação entre as economias do Brasil e da Argentina. É chegado o momento de avaliar-se o que já foi feito e optar pelas medidas e políticas adequadas para que não se perca o que já foi conseguido.