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Influência da publicidade alimentar televisiva na escolha alimentar das crianças

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A evidência científica tem demonstrado que a publicidade alimentar dirigida a crianças tem um impacto considerável e crescente no comportamento alimentar das crianças e contribui de forma significativa para a obesidade infantil e para o desenvolvimento de doenças crónicas. Este estudo teve como objetivo avaliar a influência da publicidade alimentar televisiva na escolha alimentar das crianças. A duração média diária da publicidade alimentar televisiva dirigida a crianças, representa 7,2% da duração média acumulada diária da publicidade alimentar televisiva total e de acordo com as iniciativas EU Pledge e WHO/Europe apenas 3 dos produtos alimentares publicitados são considerados saudáveis. A maior parte das crianças em estudo (73,1%, n=106), gostam de ver publicidade alimentar televisiva e (90,0%, n=132) costumam pedir aos Encarregados de Educação para comprarem os produtos alimentares publicitados, das quais (95,0%, n=136) conseguem que os Encarregados de Educação “cedam” aos seus pedidos de compra, o que indica que a publicidade afeta as escolhas alimentares das crianças, a ponto de solicitarem a compra do produto alimentar publicitado. O facto de o alimento ser saboroso foi o fator mais referido pelas crianças (56,0%, n=94), para justificar o pedido de compra. Verificou-se que exposição das crianças à publicidade alimentar televisiva preocupa os Encarregados de Educação (82,0%, n=120), em especial se a publicidade for relacionada com produtos alimentares não saudáveis (93,5%, n=137), no entanto, acabam por comprar esses mesmos produtos. Verificou-se que 45,9% das crianças em estudo apresentam excesso de peso (26,0%, n=38), ou obesidade (19,9%, n=29) e foi possível verificar a existência de relação entre o tempo de exposição à publicidade alimentar televisiva e o estado nutricional das crianças relativamente ao ‘Happy Meal McDonald’s®, sendo este o produto alimentar que as crianças mais pediram. Os resultados são suportados pela evidência científica, a qual indica que o pedido da criança aumenta, quando um produto está associado a uma mascote ou a um prémio.
Autores principais:Teixeira, Susana Maria Silva Sequeira, 1976-
Assunto:Publicidade alimentar Televisão Crianças Escolhas/Preferências alimentares Obesidade infantil Teses de mestrado - 2017
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A evidência científica tem demonstrado que a publicidade alimentar dirigida a crianças tem um impacto considerável e crescente no comportamento alimentar das crianças e contribui de forma significativa para a obesidade infantil e para o desenvolvimento de doenças crónicas. Este estudo teve como objetivo avaliar a influência da publicidade alimentar televisiva na escolha alimentar das crianças. A duração média diária da publicidade alimentar televisiva dirigida a crianças, representa 7,2% da duração média acumulada diária da publicidade alimentar televisiva total e de acordo com as iniciativas EU Pledge e WHO/Europe apenas 3 dos produtos alimentares publicitados são considerados saudáveis. A maior parte das crianças em estudo (73,1%, n=106), gostam de ver publicidade alimentar televisiva e (90,0%, n=132) costumam pedir aos Encarregados de Educação para comprarem os produtos alimentares publicitados, das quais (95,0%, n=136) conseguem que os Encarregados de Educação “cedam” aos seus pedidos de compra, o que indica que a publicidade afeta as escolhas alimentares das crianças, a ponto de solicitarem a compra do produto alimentar publicitado. O facto de o alimento ser saboroso foi o fator mais referido pelas crianças (56,0%, n=94), para justificar o pedido de compra. Verificou-se que exposição das crianças à publicidade alimentar televisiva preocupa os Encarregados de Educação (82,0%, n=120), em especial se a publicidade for relacionada com produtos alimentares não saudáveis (93,5%, n=137), no entanto, acabam por comprar esses mesmos produtos. Verificou-se que 45,9% das crianças em estudo apresentam excesso de peso (26,0%, n=38), ou obesidade (19,9%, n=29) e foi possível verificar a existência de relação entre o tempo de exposição à publicidade alimentar televisiva e o estado nutricional das crianças relativamente ao ‘Happy Meal McDonald’s®, sendo este o produto alimentar que as crianças mais pediram. Os resultados são suportados pela evidência científica, a qual indica que o pedido da criança aumenta, quando um produto está associado a uma mascote ou a um prémio.