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Património edificado e construção da memória social: Reconhecimento e homenagens aos mártires em Lautém

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A paisagem da Ponta Leste de Timor encontra-se gravada pela mão humana que erigiu diversos memoriais em honra dos seus mártires. O presente ensaio começa por referir o enquadramento das políticas públicas destinadas a homenagear os mártires, sublinhando a sua pluralidade de formas, e descreve em seguida casos concretos de edificações a que chamaremos de memoriais. O ensaio mostra a real existência de um enorme investimento financeiro e simbólico em património edificado associado à homenagem aos mártires reflectindo sobre as suas múltiplas componentes socioculturais e políticas a partir de um eixo dinamizador de sentimentos de reputação articulados, por um lado, com a situação sanguinária e dolorosa da luta pela independência e, por outro, com a realidade sociocultural historicamente centrada em dinâmicas de hierarquia e estatuto. A forma como a própria nação timorense se alicerça neste princípio de sofrimento e recompensa será igualmente considerada no enquadramento explicativo da diversidade de formas de homenagear os mártires.
Autores principais:Feijó, Rui Graça
Outros Autores:Viegas, Susana de Matos
Assunto:Timor-Leste Mártires Memória
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A paisagem da Ponta Leste de Timor encontra-se gravada pela mão humana que erigiu diversos memoriais em honra dos seus mártires. O presente ensaio começa por referir o enquadramento das políticas públicas destinadas a homenagear os mártires, sublinhando a sua pluralidade de formas, e descreve em seguida casos concretos de edificações a que chamaremos de memoriais. O ensaio mostra a real existência de um enorme investimento financeiro e simbólico em património edificado associado à homenagem aos mártires reflectindo sobre as suas múltiplas componentes socioculturais e políticas a partir de um eixo dinamizador de sentimentos de reputação articulados, por um lado, com a situação sanguinária e dolorosa da luta pela independência e, por outro, com a realidade sociocultural historicamente centrada em dinâmicas de hierarquia e estatuto. A forma como a própria nação timorense se alicerça neste princípio de sofrimento e recompensa será igualmente considerada no enquadramento explicativo da diversidade de formas de homenagear os mártires.