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Coping, criatividade e bem-estar em adolescentes de ensino secundário artístico

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Resumo:Com a presente investigação procurou conhecer-se o modo como estudantes adolescentes lidam com situações de stress quotidiano (Coping Antecipatório), utilizam alguns dos seus recursos pessoais (Resolução Criativa de Problemas) e vivenciam o Bem-Estar (Satisfação com a Vida). Integraram os objectivos de investigação a exploração das principais estratégias de coping utilizadas, a identificação do estilo cognitivo dominante em relação à teoria de Adaptação- Inovação de Kirton (1976), a verificação dos níveis de bem-estar pessoal e a análise da associação entre as estratégias de coping, a Criatividade e o bem-estar. Dado o grupo de adolescentes questionados pertencer a uma escola de formação artística, indagaram-se também possíveis repercussões da formação artística na resolução de problemas quotidianos/alcance de bem-estar pessoal. Participaram 157 estudantes do 12° ano de uma escola pública de ensino secundário artístico especializado, com idades compreendidas entre os 17 e os 22 anos. De cariz descritivo e correlacional, este estudo contou com a utilização de diversos instrumentos, a saber: a) numa primeira fase, dois guiões de entrevista semi-directiva, dirigidas a dois agentes educativos, para um estudo prévio do contexto; b) numa segunda fase, as escalas "Coping Across Situations Questionnaire" (CASQ) de Seiffge-Krenke e Shulman (1990), "Kirton Adaptor-Innovator Inventory" de Kirton (1976), "The Satisfaction with Life Scale" (SWLS) de Diener, Emmons, Larsen e Griffin (1985), para além de um questionário sobre dados pessoais e uma questão de resposta aberta. Obtiveram-se como principais resultados um uso maioritário de estratégias de coping activas, em detrimento das não activas, sem diferenças entre géneros quanto à sua utilização. O traço cognitivo dominante, em relação à teoria de adaptação-inovação, foi o inovador e verificou-se a existência de um nível de bem-estar positivo. No que respeita à associação entre as variáveis, encontraram-se associações positivas entre a Originalidade e o Coping Activo, a originalidade e a Média Escolar e o coping activo e a satisfação com a vida. Foi também possível identificar a originalidade como variável preditora do coping activo e da média escolar, e o coping activo como variável preditora da satisfação com a vida. Este trabalho permitiu a reflexão sobre a importância do desenvolvimento de estratégias de coping adaptativas, sobretudo na fase de desenvolvimento da adolescência, tendo em vista o crescimento harmonioso e a adaptação psicossocial, tal como os benefícios do estímulo do pensamento criativo, o qual poderá decorrer em contexto escolar e/ou a partir do contacto não formal com actividades de carácter artístico.
Autores principais:Gil, Ana Luísa Sousa, 1979-
Assunto:Teses de mestrado - 2007 Psicologia da educação Coping Criatividade Bem-estar Ensino artístico - Portugal
Ano:2007
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Com a presente investigação procurou conhecer-se o modo como estudantes adolescentes lidam com situações de stress quotidiano (Coping Antecipatório), utilizam alguns dos seus recursos pessoais (Resolução Criativa de Problemas) e vivenciam o Bem-Estar (Satisfação com a Vida). Integraram os objectivos de investigação a exploração das principais estratégias de coping utilizadas, a identificação do estilo cognitivo dominante em relação à teoria de Adaptação- Inovação de Kirton (1976), a verificação dos níveis de bem-estar pessoal e a análise da associação entre as estratégias de coping, a Criatividade e o bem-estar. Dado o grupo de adolescentes questionados pertencer a uma escola de formação artística, indagaram-se também possíveis repercussões da formação artística na resolução de problemas quotidianos/alcance de bem-estar pessoal. Participaram 157 estudantes do 12° ano de uma escola pública de ensino secundário artístico especializado, com idades compreendidas entre os 17 e os 22 anos. De cariz descritivo e correlacional, este estudo contou com a utilização de diversos instrumentos, a saber: a) numa primeira fase, dois guiões de entrevista semi-directiva, dirigidas a dois agentes educativos, para um estudo prévio do contexto; b) numa segunda fase, as escalas "Coping Across Situations Questionnaire" (CASQ) de Seiffge-Krenke e Shulman (1990), "Kirton Adaptor-Innovator Inventory" de Kirton (1976), "The Satisfaction with Life Scale" (SWLS) de Diener, Emmons, Larsen e Griffin (1985), para além de um questionário sobre dados pessoais e uma questão de resposta aberta. Obtiveram-se como principais resultados um uso maioritário de estratégias de coping activas, em detrimento das não activas, sem diferenças entre géneros quanto à sua utilização. O traço cognitivo dominante, em relação à teoria de adaptação-inovação, foi o inovador e verificou-se a existência de um nível de bem-estar positivo. No que respeita à associação entre as variáveis, encontraram-se associações positivas entre a Originalidade e o Coping Activo, a originalidade e a Média Escolar e o coping activo e a satisfação com a vida. Foi também possível identificar a originalidade como variável preditora do coping activo e da média escolar, e o coping activo como variável preditora da satisfação com a vida. Este trabalho permitiu a reflexão sobre a importância do desenvolvimento de estratégias de coping adaptativas, sobretudo na fase de desenvolvimento da adolescência, tendo em vista o crescimento harmonioso e a adaptação psicossocial, tal como os benefícios do estímulo do pensamento criativo, o qual poderá decorrer em contexto escolar e/ou a partir do contacto não formal com actividades de carácter artístico.