Publicação
Unir memórias das Linhas de Torres
| Resumo: | Este projeto resulta de uma reflexão sobre o papel da arquitetura na valorização do património militar das Linhas de Torres e da paisagem abrangida pelas mesmas. Analisou-se o seu passado para desenhar o seu futuro, num contexto de elementos militares perdidos na paisagem de uma de quinta solarenga, utilizada como quartel-general, e dos percursos já existentes na paisagem. A atenção que se teve relativamente à paisagem, ao valor do património e às necessidades de uma comunidade, acompanharam todo o processo deste trabalho de reativação, e valorização das Linhas de Torres, bem como na reabilitação do antigo quartel-general do Duque de Wellington, a Quinta dos Freixos. A forma como a história destes lugares influenciou o desenvolvimento deste projeto, faz-se notar pelas fortes relações que se tentam preservar e, quando possível melhorar, entre os vários elementos presentes neste sistema. Deste modo, sugere-se o desenho de um caminho alternativo, pensado para um caminhante, que unisse a Quinta dos Freixos ao Forte do Alqueidão, de modo a promover uma mobilidade mais sustentável, e uma maior aproximação aos vários elementos dispersos pelo território. Assim, é proposto um novo programa para a Quinta dos Freixos, onde a arquitetura viesse valorizar o lugar e o património, bem como proporcionar uma lógica onde fosse privilegiado o turismo sustentável. Desta forma, a arquitetura é vista como o agente dinamizador da paisagem, que pretende preservar os valores culturais, sociais e económicos presentes na mesma. A procura e a descoberta de novas formas de valorização do património e da paisagem vêm alterar a forma como até hoje se discutiu a arquitetura, onde os valores, a identidade e a memória são preservados e os lugares ditam o projeto. Por isso, reflete-se sobre o sentido de dar continuidade à memória deste património militar, recuperando os valores patrimoniais culturais e paisagísticos que foram esquecidos até à data, e que transformaram a história de um país. |
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| Autores principais: | Miranda, João Miguel Ribeiro de Melo |
| Assunto: | território paisagem património turismo Linhas de Torres |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este projeto resulta de uma reflexão sobre o papel da arquitetura na valorização do património militar das Linhas de Torres e da paisagem abrangida pelas mesmas. Analisou-se o seu passado para desenhar o seu futuro, num contexto de elementos militares perdidos na paisagem de uma de quinta solarenga, utilizada como quartel-general, e dos percursos já existentes na paisagem. A atenção que se teve relativamente à paisagem, ao valor do património e às necessidades de uma comunidade, acompanharam todo o processo deste trabalho de reativação, e valorização das Linhas de Torres, bem como na reabilitação do antigo quartel-general do Duque de Wellington, a Quinta dos Freixos. A forma como a história destes lugares influenciou o desenvolvimento deste projeto, faz-se notar pelas fortes relações que se tentam preservar e, quando possível melhorar, entre os vários elementos presentes neste sistema. Deste modo, sugere-se o desenho de um caminho alternativo, pensado para um caminhante, que unisse a Quinta dos Freixos ao Forte do Alqueidão, de modo a promover uma mobilidade mais sustentável, e uma maior aproximação aos vários elementos dispersos pelo território. Assim, é proposto um novo programa para a Quinta dos Freixos, onde a arquitetura viesse valorizar o lugar e o património, bem como proporcionar uma lógica onde fosse privilegiado o turismo sustentável. Desta forma, a arquitetura é vista como o agente dinamizador da paisagem, que pretende preservar os valores culturais, sociais e económicos presentes na mesma. A procura e a descoberta de novas formas de valorização do património e da paisagem vêm alterar a forma como até hoje se discutiu a arquitetura, onde os valores, a identidade e a memória são preservados e os lugares ditam o projeto. Por isso, reflete-se sobre o sentido de dar continuidade à memória deste património militar, recuperando os valores patrimoniais culturais e paisagísticos que foram esquecidos até à data, e que transformaram a história de um país. |
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