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Biomarcadores genéticos e circulantes compartilhados pela Psoríase e Doença Cardiovascular

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Resumo:A psoríase é uma doença inflamatória crónica, imunomediada, que tem sido associada a um risco aumentado de doença cardiovascular, devido ao aumento da incidência de fatores de risco cardiovasculares, como a hipertensão, diabetes mellitus e dislipidemia, e por outro, pelo estado inflamatório sistémico existente em particular nos doentes mais graves, responsável pelo desenvolvimento de aterosclerose precoce. O objetivo é estudar a existência de biomarcadores genéticos e/ou bioquímicos associados ao processo inflamatório, compartilhados pela psoríase e doença cardiovascular, fundamentalmente a via da homocisteína e do stresse oxidante. Os genes estudados ECA, NOS3, MPO, DHFR, MTHFR e COMT, assim coma as atividades enzimáticas do eritrócito, redutase transmembranar (RTM), redutase da metahemoglobina (RTMHb) e fosfatase ácida (FA), e a atividades sérica da enzima conversor de angiotensina (ECA), foram selecionados entendo em vista o stresse oxidante e a via da homocisteína. A amostra foi constituída por 421 indivíduos (N=63 psoriasicos; N=358 controlos, dos quais 82 com hipertensão). A gravidade da doença foi determinada pelo PASI, é as analises correntes por métodos padrão. Os polimorfismos genéticos foram determinados por PCR e PCR-RFLP. A RTM, RTMHb e FA, e a atividades sérica da ECA foram determinados por espectrofotometria. A análise estatística foi realizada no programa SPSS21.0. Valores estatisticamente significativos para p<0.05. Os resultados encontrados demonstram uma relação genótipo-fenótipo em que o stresse oxidante e uma possível desregulação na via da homocisteína contribuem para o desenvolvimento e progressão da patologia, nomeadamente as atividades enzimáticas do eritrócito que se encontram diminuídas nos doentes. Os polimorfismos analisados não demonstram uma relação com a gravidade da psoríase, nem para os HTA, sendo uma doença multifatorial, fatores ambientais e imunológicos serão necessários ao desenvolvimento e progressão. No entanto alterações nas atividades enzimáticas do eritrócito, assim como a atividade sérica da ECA sugerem um stresse oxidante nos psoriasicos, caraterística das doenças cardiovasculares.
Autores principais:Gil, Ângela Cristina Dias
Assunto:Psoríase Doença Cardiovascular Stresse oxidante eritrócito Teses de mestrado - 2016
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A psoríase é uma doença inflamatória crónica, imunomediada, que tem sido associada a um risco aumentado de doença cardiovascular, devido ao aumento da incidência de fatores de risco cardiovasculares, como a hipertensão, diabetes mellitus e dislipidemia, e por outro, pelo estado inflamatório sistémico existente em particular nos doentes mais graves, responsável pelo desenvolvimento de aterosclerose precoce. O objetivo é estudar a existência de biomarcadores genéticos e/ou bioquímicos associados ao processo inflamatório, compartilhados pela psoríase e doença cardiovascular, fundamentalmente a via da homocisteína e do stresse oxidante. Os genes estudados ECA, NOS3, MPO, DHFR, MTHFR e COMT, assim coma as atividades enzimáticas do eritrócito, redutase transmembranar (RTM), redutase da metahemoglobina (RTMHb) e fosfatase ácida (FA), e a atividades sérica da enzima conversor de angiotensina (ECA), foram selecionados entendo em vista o stresse oxidante e a via da homocisteína. A amostra foi constituída por 421 indivíduos (N=63 psoriasicos; N=358 controlos, dos quais 82 com hipertensão). A gravidade da doença foi determinada pelo PASI, é as analises correntes por métodos padrão. Os polimorfismos genéticos foram determinados por PCR e PCR-RFLP. A RTM, RTMHb e FA, e a atividades sérica da ECA foram determinados por espectrofotometria. A análise estatística foi realizada no programa SPSS21.0. Valores estatisticamente significativos para p<0.05. Os resultados encontrados demonstram uma relação genótipo-fenótipo em que o stresse oxidante e uma possível desregulação na via da homocisteína contribuem para o desenvolvimento e progressão da patologia, nomeadamente as atividades enzimáticas do eritrócito que se encontram diminuídas nos doentes. Os polimorfismos analisados não demonstram uma relação com a gravidade da psoríase, nem para os HTA, sendo uma doença multifatorial, fatores ambientais e imunológicos serão necessários ao desenvolvimento e progressão. No entanto alterações nas atividades enzimáticas do eritrócito, assim como a atividade sérica da ECA sugerem um stresse oxidante nos psoriasicos, caraterística das doenças cardiovasculares.