Publicação
Comparison of sonographic techniques for the assessment of biceps femoris long head architecture
| Resumo: | Objetivo: Avaliar a repetibilidade e a concordância entre três técnicas sonográficas usadas para quantificar a arquitetura da cabeça longa do bicípite femoral (BFlh): i) imagem estática; ii) extended field-of-view (EFOV) com o caminho da sonda de ultrassom de forma linear (EFOV linear); e iii) EFOV com o percurso da sonda de forma não linear (EFOV não linear) para seguir as complexas trajetórias dos fascículos. Método: Vinte sujeitos (24,4 ± 5,7 anos; 175 ± 0,8 cm; 73 ± 9,0 kg) sem historial de lesão nos isquiotibiais foram convidados a participar neste estudo. Foi utilizado um aparelho de ultrassom ligado a uma sonda linear de 6 cm, operando a uma frequência de 10 MHz para avaliar a arquitetura da BFlh em B mode. Resultados: A sonda de ultrassom foi posicionada a 52,0 ± 5,0% do comprimento do fêmur e 57,0 ± 6,0% do comprimento da BFlh. Encontramos uma repetibilidade aceitável ao avaliar o comprimento do fascículo da BFlh (ICC3,k = 0,86-0,95; SEM = 1,9-3,2 mm) e ângulo de penação (ICC3,k = 0,85-0,97; SEM = 0,8-1,1º) em todas as três técnicas sonográficas. No entanto, a técnica EFOV não linear mostrou maior repetibilidade (comprimento do fascículo ICC3,k = 0,95; ângulo de penação, ICC3,k = 0,97). A técnica de imagem estática superestimou o comprimento do fascículo (8-11%) e subestimou o ângulo de penação (8-9%) em comparação com as técnicas de EFOV. Além disso, a ordem de classificação dos sujeitos variou em cerca de 15% entre a imagem estática e o EFOV não linear.Conclusões: Embora todas as técnicas tenham apresentado boa repetibilidade, os erros absolutos foram observados com imagens estáticas (7,9 ± 6,1 mm para o comprimento do fascículo) e EFOV linear (3,7 ± 3,0 mm), provavelmente porque as complexas trajetórias dos fascículos não foram acompanhadas. A ordem de classificação dos indivíduos para o comprimento e ângulo de penação também foi diferente entre a imagem estática e o EFOV não linear. Desta forma, diferentes estimativas quanto ao risco de lesão e função muscular poderiam ter sido feitas ao usar essa técnica. |
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| Autores principais: | Pimenta, Ricardo Jorge Lemos |
| Assunto: | Ultrassonografia Repetibilidade Extended fiel-of-view Comprimento do fascículo Ângulo de penação Ultrasonography Repeatability Extended field-of-view Fascicle length Pennation angle |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Objetivo: Avaliar a repetibilidade e a concordância entre três técnicas sonográficas usadas para quantificar a arquitetura da cabeça longa do bicípite femoral (BFlh): i) imagem estática; ii) extended field-of-view (EFOV) com o caminho da sonda de ultrassom de forma linear (EFOV linear); e iii) EFOV com o percurso da sonda de forma não linear (EFOV não linear) para seguir as complexas trajetórias dos fascículos. Método: Vinte sujeitos (24,4 ± 5,7 anos; 175 ± 0,8 cm; 73 ± 9,0 kg) sem historial de lesão nos isquiotibiais foram convidados a participar neste estudo. Foi utilizado um aparelho de ultrassom ligado a uma sonda linear de 6 cm, operando a uma frequência de 10 MHz para avaliar a arquitetura da BFlh em B mode. Resultados: A sonda de ultrassom foi posicionada a 52,0 ± 5,0% do comprimento do fêmur e 57,0 ± 6,0% do comprimento da BFlh. Encontramos uma repetibilidade aceitável ao avaliar o comprimento do fascículo da BFlh (ICC3,k = 0,86-0,95; SEM = 1,9-3,2 mm) e ângulo de penação (ICC3,k = 0,85-0,97; SEM = 0,8-1,1º) em todas as três técnicas sonográficas. No entanto, a técnica EFOV não linear mostrou maior repetibilidade (comprimento do fascículo ICC3,k = 0,95; ângulo de penação, ICC3,k = 0,97). A técnica de imagem estática superestimou o comprimento do fascículo (8-11%) e subestimou o ângulo de penação (8-9%) em comparação com as técnicas de EFOV. Além disso, a ordem de classificação dos sujeitos variou em cerca de 15% entre a imagem estática e o EFOV não linear.Conclusões: Embora todas as técnicas tenham apresentado boa repetibilidade, os erros absolutos foram observados com imagens estáticas (7,9 ± 6,1 mm para o comprimento do fascículo) e EFOV linear (3,7 ± 3,0 mm), provavelmente porque as complexas trajetórias dos fascículos não foram acompanhadas. A ordem de classificação dos indivíduos para o comprimento e ângulo de penação também foi diferente entre a imagem estática e o EFOV não linear. Desta forma, diferentes estimativas quanto ao risco de lesão e função muscular poderiam ter sido feitas ao usar essa técnica. |
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