Publicação
Geografia imaginária
| Resumo: | O principal legado geográfico dos Descobrimentos consistirá na cartografia da generalidade das terras emersas, de acordo com um processo que está concluído antes do termo da primeira metade do século XVI. Este mesmo processo resultou na afirmação do espaço real e mensurável, o qual tanto desmentiu pelos factos os limites práticos e teóricos que os Antigos haviam colocado à exploração da realidade terreste, como revogou a forma como a teologia cristã ocidental pensara o mundo. Ainda assim, estamos longe de nos encontrar em presença do triunfo instantâneo da geografia “positiva”. De facto, não apenas o novo saber objectivo e laico conviveu longamente com representações míticas ou imaginárias dos espaços terrestres, como sabemos que um dos principais motores das viagens de exploração e descoberta – e, portanto, do próprio progresso geográfico – assentou no gosto pelo maravilhoso e na busca de objectos ou destinos mais ou menos quiméricos. |
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| Autores principais: | Oliveira, Francisco Roque De |
| Assunto: | Geografia imaginária Geografia do Renascimento História da cartografia Expansão portuguesa Literatura de viagens |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O principal legado geográfico dos Descobrimentos consistirá na cartografia da generalidade das terras emersas, de acordo com um processo que está concluído antes do termo da primeira metade do século XVI. Este mesmo processo resultou na afirmação do espaço real e mensurável, o qual tanto desmentiu pelos factos os limites práticos e teóricos que os Antigos haviam colocado à exploração da realidade terreste, como revogou a forma como a teologia cristã ocidental pensara o mundo. Ainda assim, estamos longe de nos encontrar em presença do triunfo instantâneo da geografia “positiva”. De facto, não apenas o novo saber objectivo e laico conviveu longamente com representações míticas ou imaginárias dos espaços terrestres, como sabemos que um dos principais motores das viagens de exploração e descoberta – e, portanto, do próprio progresso geográfico – assentou no gosto pelo maravilhoso e na busca de objectos ou destinos mais ou menos quiméricos. |
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