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Avanços terapêuticos na tuberculose

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Resumo:A tuberculose, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, é considerada um grave problema de saúde pública no mundo, por ser uma doença fatal que é facilmente transmitida de pessoa a pessoa. A TB pode afetar vários órgãos e por isso está dividida em TB pulmonar e TB extrapulmonar. Os seus sintomas mais comuns são febre, tosse, perda de peso, fadiga e suores noturnos. A sua incidência tem vindo a diminuir em Portugal, mas nos países subdesenvolvidos ainda é a principal causa de morte. O elevado número de mortes provocado pela tuberculose nestes países pode ser devido a uma dosagem inadequada e regimes de tratamento incompletos, assim como o aparecimento de estirpes multirresistentes e extensivamente resistentes, que por serem mais difíceis de tratar obrigam a um prolongamento do período de tratamento, dificultando, deste modo, a adesão à terapêutica. Os fármacos utilizados no tratamento da tuberculose sensível a fármacos são os mesmos há várias anos, sendo eles a isoniazida, a rifampicina, a pirazinamida e o etambutol. Para o tratamento da tuberculose resistente a fármacos, as guidelines recomendam a utilização de 4 fármacos, três pertencentes ao grupo A (levofloxacina ou moxifloxacina, bedaquilina e linezolida) e pelo menos um do grupo B (clofazimina, e cicloserina ou terizidona). Se o regime não puder ser composto apenas por agentes dos Grupos A e B, os agentes do Grupo C (etambutol, delamanida, pirazinamida, imipenem–cilastatina ou meropenem, amicacina (ou estreptomicina), etionamida ou protionamida, e ácido p-aminosalicilico são adicionados para completá-lo. Recentemente, houve alguns progressos com avanços significativos, com a aprovação pelas agências reguladores de novos medicamentos (bedaquilina, delamanida e pretomanida) e o aparecimento de outros agentes que se encontram em desenvolvimento pré-clínico e clínico para o tratamento das estirpes resistentes. Este trabalho surge no sentido de perceber quais foram os avanços terapêuticos mais recentes na TB, assim como compreender as relações estrutura-atividade das novas moléculas recentemente aprovadas, as em desenvolvimento e também o seu mecanismo.
Autores principais:Jesus, Andreia Nicole Vieira
Assunto:Tuberculose Tratamento Resistência Novos medicamentos Terapêutica actual Mestrado integrado - 2021
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A tuberculose, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, é considerada um grave problema de saúde pública no mundo, por ser uma doença fatal que é facilmente transmitida de pessoa a pessoa. A TB pode afetar vários órgãos e por isso está dividida em TB pulmonar e TB extrapulmonar. Os seus sintomas mais comuns são febre, tosse, perda de peso, fadiga e suores noturnos. A sua incidência tem vindo a diminuir em Portugal, mas nos países subdesenvolvidos ainda é a principal causa de morte. O elevado número de mortes provocado pela tuberculose nestes países pode ser devido a uma dosagem inadequada e regimes de tratamento incompletos, assim como o aparecimento de estirpes multirresistentes e extensivamente resistentes, que por serem mais difíceis de tratar obrigam a um prolongamento do período de tratamento, dificultando, deste modo, a adesão à terapêutica. Os fármacos utilizados no tratamento da tuberculose sensível a fármacos são os mesmos há várias anos, sendo eles a isoniazida, a rifampicina, a pirazinamida e o etambutol. Para o tratamento da tuberculose resistente a fármacos, as guidelines recomendam a utilização de 4 fármacos, três pertencentes ao grupo A (levofloxacina ou moxifloxacina, bedaquilina e linezolida) e pelo menos um do grupo B (clofazimina, e cicloserina ou terizidona). Se o regime não puder ser composto apenas por agentes dos Grupos A e B, os agentes do Grupo C (etambutol, delamanida, pirazinamida, imipenem–cilastatina ou meropenem, amicacina (ou estreptomicina), etionamida ou protionamida, e ácido p-aminosalicilico são adicionados para completá-lo. Recentemente, houve alguns progressos com avanços significativos, com a aprovação pelas agências reguladores de novos medicamentos (bedaquilina, delamanida e pretomanida) e o aparecimento de outros agentes que se encontram em desenvolvimento pré-clínico e clínico para o tratamento das estirpes resistentes. Este trabalho surge no sentido de perceber quais foram os avanços terapêuticos mais recentes na TB, assim como compreender as relações estrutura-atividade das novas moléculas recentemente aprovadas, as em desenvolvimento e também o seu mecanismo.