Publicação

Associação entre alterações radiológicas e ecográficas em casos de desmite do ligamento colateral da articulação interfalângica distal

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Desmite dos ligamentos colaterais da articulação interfalângica distal é uma afeção que tem vindo a ser estudada ao longo dos tempos. Anteriormente, com os métodos complementares de diagnósticos disponíveis, era uma afeção que muitas vezes era subdiagnosticada. Assim, desenvolveu-se um estudo em que o objectivo era determinar a relação entre alterações visíveis no local de inserção dos ligamentos colaterais da articulação interfalângica distal no estudo radiográfico com base na projecção Dorsoproximal-Palmarodistal Oblíqua a 65º e a presença de lesões nos ligamentos colaterais diagnosticadas com base em ecografia. Este estudo incluía uma amostra de 8 cavalos dos quais se avaliaram 13 membros. Este é um estudo retrospectivo, sendo que os dados foram recolhidos da base de dados da CVME. Os membros relativos a este estudo, eram membros torácicos. Destes 8 cavalos, foram definidos dois grupos, 1 e 2, em que: Grupo 1 (G1) – (controlo) cavalos positivos ao bloqueio digital palmar sem alterações dos LC’s visíveis á ecografia; Grupo 2 (G2) – cavalos positivos ao bloqueio digital palmar com alterações dos LC’s visíveis á ecografia. Na comparação da avaliação de radiolucência entre o local de inserção dos ligamentos colaterais lateral e medial os resultados demonstraram não existir diferenças significativas para a amostra deste estudo. Isto é, foi encontrada associação entre o lado da alteração radiográfica (lateral/medial) e o lado do ligamento lesionado no G2. Contudo, no G1 houve casos em que estavam presentes alterações radiográficas mas não eram casos de desmite, admitindo que as mesmas não são específicas para o lesões de ligamentos colaterais. Com os resultados obtidos na amostra representada neste estudo, conclui-se que as alterações radiográficas visualizadas na projeção Dorsoproximal-Palmarodistal Oblíqua a 65º e a sua relação com lesões nos ligamentos colaterais, não auxiliam no diagnóstico de lesões nos ligamentos colaterais da articulação interfalângica distal.
Autores principais:Pina, Augusto Taborda Monteiro de Calça e
Assunto:Ligamentos colaterais articulação interfalângica distal radiografia ecografia desmite colateral ligaments distal interphalangeal joint radiography ultrasound desmitis
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Desmite dos ligamentos colaterais da articulação interfalângica distal é uma afeção que tem vindo a ser estudada ao longo dos tempos. Anteriormente, com os métodos complementares de diagnósticos disponíveis, era uma afeção que muitas vezes era subdiagnosticada. Assim, desenvolveu-se um estudo em que o objectivo era determinar a relação entre alterações visíveis no local de inserção dos ligamentos colaterais da articulação interfalângica distal no estudo radiográfico com base na projecção Dorsoproximal-Palmarodistal Oblíqua a 65º e a presença de lesões nos ligamentos colaterais diagnosticadas com base em ecografia. Este estudo incluía uma amostra de 8 cavalos dos quais se avaliaram 13 membros. Este é um estudo retrospectivo, sendo que os dados foram recolhidos da base de dados da CVME. Os membros relativos a este estudo, eram membros torácicos. Destes 8 cavalos, foram definidos dois grupos, 1 e 2, em que: Grupo 1 (G1) – (controlo) cavalos positivos ao bloqueio digital palmar sem alterações dos LC’s visíveis á ecografia; Grupo 2 (G2) – cavalos positivos ao bloqueio digital palmar com alterações dos LC’s visíveis á ecografia. Na comparação da avaliação de radiolucência entre o local de inserção dos ligamentos colaterais lateral e medial os resultados demonstraram não existir diferenças significativas para a amostra deste estudo. Isto é, foi encontrada associação entre o lado da alteração radiográfica (lateral/medial) e o lado do ligamento lesionado no G2. Contudo, no G1 houve casos em que estavam presentes alterações radiográficas mas não eram casos de desmite, admitindo que as mesmas não são específicas para o lesões de ligamentos colaterais. Com os resultados obtidos na amostra representada neste estudo, conclui-se que as alterações radiográficas visualizadas na projeção Dorsoproximal-Palmarodistal Oblíqua a 65º e a sua relação com lesões nos ligamentos colaterais, não auxiliam no diagnóstico de lesões nos ligamentos colaterais da articulação interfalângica distal.