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A gestão do currículo no contexto de um grupo de professores de matemática

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo tem como objetivo compreender e analisar o modo como o professor faz habitualmente a gestão do currículo de Matemática a um nível micro e macro, tendo como referência as tarefas, o manual escolar e a avaliação, no contexto de um grupo de matemática de uma escola. No grupo procuro ainda perceber quais os desafios, dificuldades e os processos de liderança que emergem do desenvolvimento do trabalho de grupo. O quadro teórico centra-se no conhecimento profissional do professor e a gestão curricular em matemática e, também, sobre a colaboração e a liderança em contextos escolares. Na discussão sobre o conhecimento profissional do professor emergem diferentes perspetivas sobre o conhecimento profissional e a identidade profissional. A gestão curricular é inicialmente discutida de um modo geral, sendo articulada com a gestão curricular em matemática, as tarefas, o manual escolar, e a avaliação. Na discussão sobre a colaboração e liderança em contextos escolares é inicialmente discutido o conceito de colaboração e as diferentes formas de colaboração, articulando-o com o conceito de liderança e o papel da liderança num grupo de professores de matemática. O estudo segue uma metodologia qualitativa e interpretativa, em que assumo o papel de investigadora, em quatro estudos de caso: o grupo de matemática e três professores de uma escola secundária com 3.º ciclo. Os resultados revelam que a gestão curricular feita no contexto de um grupo colaborativo e as diferentes iniciativas do grupo no desenvolvimento de práticas inovadoras, que envolvem o desenvolvimento de tarefas de natureza exploratória, são potenciadoras de importantes evoluções da prática profissional e permitem a sustentabilidade de uma cultura de colaboração. Esta dinâmica, embora possa gerar dificuldades ao professor que nele participa, parece motivar o seu envolvimento no processo de ensino-aprendizagem, promover o desenvolvimento profissional e capacidade de aceitar novos desafios.
Autores principais:Nunes, Cláudia Canha, 1972-
Assunto:Teses de doutoramento - 2014
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este estudo tem como objetivo compreender e analisar o modo como o professor faz habitualmente a gestão do currículo de Matemática a um nível micro e macro, tendo como referência as tarefas, o manual escolar e a avaliação, no contexto de um grupo de matemática de uma escola. No grupo procuro ainda perceber quais os desafios, dificuldades e os processos de liderança que emergem do desenvolvimento do trabalho de grupo. O quadro teórico centra-se no conhecimento profissional do professor e a gestão curricular em matemática e, também, sobre a colaboração e a liderança em contextos escolares. Na discussão sobre o conhecimento profissional do professor emergem diferentes perspetivas sobre o conhecimento profissional e a identidade profissional. A gestão curricular é inicialmente discutida de um modo geral, sendo articulada com a gestão curricular em matemática, as tarefas, o manual escolar, e a avaliação. Na discussão sobre a colaboração e liderança em contextos escolares é inicialmente discutido o conceito de colaboração e as diferentes formas de colaboração, articulando-o com o conceito de liderança e o papel da liderança num grupo de professores de matemática. O estudo segue uma metodologia qualitativa e interpretativa, em que assumo o papel de investigadora, em quatro estudos de caso: o grupo de matemática e três professores de uma escola secundária com 3.º ciclo. Os resultados revelam que a gestão curricular feita no contexto de um grupo colaborativo e as diferentes iniciativas do grupo no desenvolvimento de práticas inovadoras, que envolvem o desenvolvimento de tarefas de natureza exploratória, são potenciadoras de importantes evoluções da prática profissional e permitem a sustentabilidade de uma cultura de colaboração. Esta dinâmica, embora possa gerar dificuldades ao professor que nele participa, parece motivar o seu envolvimento no processo de ensino-aprendizagem, promover o desenvolvimento profissional e capacidade de aceitar novos desafios.