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Memórias falsas : activação associativa ou extracção temática?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Desde a criação do paradigma DRM (Deese, 1959/Roediger e McDermott, 1995) que o fenómeno de memórias falsas tem sido extensivamente investigado (Gallo, 2010) através do uso de listas de palavras associadas a uma palavra crítica não apresentada. Duas teorias de particular relevo que pretendem explicar o fenómeno são a Teoria fuzzy-trace (Brainerd e Reyna, 2002) e a Teoria de activação-monitorização (Roediger et al. 2001). A primeira assume que as memórias falsas ocorrem devido à extracção de um traço gist representativo do tema geral das listas. Na segunda ocorrem memórias falsas devido às associações existentes entre as palavras da lista e a palavra crítica, sendo esta automaticamente activada. Apesar de estas teorias oferecerem explicações muito diferentes para o mesmo fenómeno, é possível que ambas descrevam processos igualmente válidos para que ocorram memórias falsas. O objectivo do presente estudo prende-se numa tentativa de perceber se estaremos perante dois processos distintos através dos quais se geram memórias falsas: um automático, baseado na activação associativa, e outro mais estratégico e deliberado, baseado na extracção temática. Foram utilizadas listas com dois tipos de itens críticos, um item associativo, correspondente à palavra crítica, e um item temático, identificado num pré-teste como o tema da lista e foi manipulado o tipo de instrução e a velocidade de resposta no teste de reconhecimento. Os resultados mostram na generalidade maiores níveis de memórias falsas para itens associativos e ainda que as manipulações experimentais que visam interferir com processos deliberados afectam sobretudo o falso reconhecimento dos itens temáticos. Em comparação com os itens associativos, os itens temáticos foram de uma forma geral mais facilmente rejeitados possivelmente através da estratégia “identificar-para-rejeitar”.
Autores principais:Oliveira, João Carlos Sampaio de
Assunto:Memórias falsas Psicologia experimental Teses de mestrado - 2011
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Desde a criação do paradigma DRM (Deese, 1959/Roediger e McDermott, 1995) que o fenómeno de memórias falsas tem sido extensivamente investigado (Gallo, 2010) através do uso de listas de palavras associadas a uma palavra crítica não apresentada. Duas teorias de particular relevo que pretendem explicar o fenómeno são a Teoria fuzzy-trace (Brainerd e Reyna, 2002) e a Teoria de activação-monitorização (Roediger et al. 2001). A primeira assume que as memórias falsas ocorrem devido à extracção de um traço gist representativo do tema geral das listas. Na segunda ocorrem memórias falsas devido às associações existentes entre as palavras da lista e a palavra crítica, sendo esta automaticamente activada. Apesar de estas teorias oferecerem explicações muito diferentes para o mesmo fenómeno, é possível que ambas descrevam processos igualmente válidos para que ocorram memórias falsas. O objectivo do presente estudo prende-se numa tentativa de perceber se estaremos perante dois processos distintos através dos quais se geram memórias falsas: um automático, baseado na activação associativa, e outro mais estratégico e deliberado, baseado na extracção temática. Foram utilizadas listas com dois tipos de itens críticos, um item associativo, correspondente à palavra crítica, e um item temático, identificado num pré-teste como o tema da lista e foi manipulado o tipo de instrução e a velocidade de resposta no teste de reconhecimento. Os resultados mostram na generalidade maiores níveis de memórias falsas para itens associativos e ainda que as manipulações experimentais que visam interferir com processos deliberados afectam sobretudo o falso reconhecimento dos itens temáticos. Em comparação com os itens associativos, os itens temáticos foram de uma forma geral mais facilmente rejeitados possivelmente através da estratégia “identificar-para-rejeitar”.