Publicação

Habitar com desconhecidos

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Em 1966, o antropólogo Edward T. Hall desenvolveu a teoria de que os seres humanos mantêm entre si distâncias diferentes, dependendo do seu nível de intimidade. Estas distâncias íntimas, pessoais, sociais ou públicas, como o nome indica, variam também de acordo com o lugar ou situação social. Isto significa que em espaços públicos observamos mais distâncias de teor público, e em espaços mais contidos observamos mais interações de caráter íntimo ou pessoal. Mas o que acontece quando dois desconhecidos têm de partilhar um espaço de teor íntimo? Quais são as implicações no desenho desse espaço? É por essa premissa que se guia este trabalho, que investiga os quartos partilhados das residências de estudantes da Universidade de Lisboa. Tal investigação evidencia um problema: as residências públicas da Universidade de Lisboa regem-se pela mesma tipologia há décadas, adaptando-a ligeiramente, sem grandes mudanças. Há que entender a razão de não haver uma evolução notável de tipologias, e se este é, de facto, o modelo mais adequado às necessidades dos estudantes da atualidade. Com base nas áreas de estudo adjacentes à proxémia e à comunicação não verbal, juntamente com o contributo dos alunos alojados nas residências e a opinião dos arquitetos responsáveis por alguns dos casos de estudo, é possível entender como as restrições do regulamento afetam o desenho destes espaços. Por isso mesmo, são propostas pequenas soluções que vão ao encontro do regulamento e contribuem para um melhor bem-estar e respeito do espaço privado de cada habitante na tipologia construída, bem como sugestões de novas tipologias, que, se necessário, questionam determinados critérios do regulamento.
Autores principais:Miranda, Dora Isabel Simões
Assunto:proxémia comunicação não-verbal espaço pessoal habitação entre desconhecidos residências universitárias
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Em 1966, o antropólogo Edward T. Hall desenvolveu a teoria de que os seres humanos mantêm entre si distâncias diferentes, dependendo do seu nível de intimidade. Estas distâncias íntimas, pessoais, sociais ou públicas, como o nome indica, variam também de acordo com o lugar ou situação social. Isto significa que em espaços públicos observamos mais distâncias de teor público, e em espaços mais contidos observamos mais interações de caráter íntimo ou pessoal. Mas o que acontece quando dois desconhecidos têm de partilhar um espaço de teor íntimo? Quais são as implicações no desenho desse espaço? É por essa premissa que se guia este trabalho, que investiga os quartos partilhados das residências de estudantes da Universidade de Lisboa. Tal investigação evidencia um problema: as residências públicas da Universidade de Lisboa regem-se pela mesma tipologia há décadas, adaptando-a ligeiramente, sem grandes mudanças. Há que entender a razão de não haver uma evolução notável de tipologias, e se este é, de facto, o modelo mais adequado às necessidades dos estudantes da atualidade. Com base nas áreas de estudo adjacentes à proxémia e à comunicação não verbal, juntamente com o contributo dos alunos alojados nas residências e a opinião dos arquitetos responsáveis por alguns dos casos de estudo, é possível entender como as restrições do regulamento afetam o desenho destes espaços. Por isso mesmo, são propostas pequenas soluções que vão ao encontro do regulamento e contribuem para um melhor bem-estar e respeito do espaço privado de cada habitante na tipologia construída, bem como sugestões de novas tipologias, que, se necessário, questionam determinados critérios do regulamento.