Publicação
“The big bad wolf” : p53 mutated high-grade endometrioid endometrial cancer : a systematic review and meta-analysis
| Resumo: | Objetivo: O objetivo primário deste estudo foi determinar a sobrevivência global e a sobrevivência livre de progressão de doentes com cancro endometrióide do endométrio, grau 3 (alto grau), com mutações p53. Como objetivos secundários, pretendemos determinar a frequência da mutação p53 nesta população, bem como variações geográficas desta. Métodos: Esta revisão sistemática foi conduzida de acordo com as diretrizes de Meta-analysis for Observational Studies in Epidemiology guidelines e the Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses. O risco de viés foi avaliado utilizando a ferramenta Quality in Prognosis Studies. Para dados time-to-event, o efeito da mutação do p53 no cancro do endométrio de grau 3, foi descrito utilizando hazard-ratio e os correspondentes intervalos de confiança de 95%. Foram utilizados os dados individuais dos doentes de cada estudo, quando disponíveis, ou utilizando a metologia adequada, em caso de indisponibilidade. A sobrevivência global e a sobrevivência livre de progressão foram analisadas utilizando abordagens de uma e duas fases com recurso ao análises de Kaplan-Meier e modelo proporcional de Cox. Resultados: Foram incluídos um total de 57 estudos, englobando 2528 doentes. As doentes com mutações p53 apresentaram um risco acrescido de morte (Hazard ratio 1,29, intervalo de confiança 95% 1,11 a 1,48, I2=88%, seis estudos) e de progressão da doença (Hazard ratio 1,63, intervalo de confiança 95% 1,42 a 1,88, I2=2%, oito estudos) quando comparados com doentes sem mutações p53. A frequência global combinada da mutação p53 foi de 30% (intervalo de confiança 95% 25% a 34%, tau2=0,02, I2=74%, 57 estudos), sendo mais elevada nos estudos efetuados na Asia (Ásia 34%, Europa 30% e América 21%). Conclusão: As mutações p53 no cancro endometrióide do endométrio, de grau 3, estão associadas a um prognóstico negativo, apresentando uma diminuição da sobrevivência global e a sobrevivência livre de progressão, sendo estas mutações mais frequentes no continente asiático. |
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| Autores principais: | Babiciu, Alexandru Romualdo |
| Assunto: | Cancro do endométrio Endometrióide de alto grau Genes p53 Revisão sistemática Meta-análise |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Objetivo: O objetivo primário deste estudo foi determinar a sobrevivência global e a sobrevivência livre de progressão de doentes com cancro endometrióide do endométrio, grau 3 (alto grau), com mutações p53. Como objetivos secundários, pretendemos determinar a frequência da mutação p53 nesta população, bem como variações geográficas desta. Métodos: Esta revisão sistemática foi conduzida de acordo com as diretrizes de Meta-analysis for Observational Studies in Epidemiology guidelines e the Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses. O risco de viés foi avaliado utilizando a ferramenta Quality in Prognosis Studies. Para dados time-to-event, o efeito da mutação do p53 no cancro do endométrio de grau 3, foi descrito utilizando hazard-ratio e os correspondentes intervalos de confiança de 95%. Foram utilizados os dados individuais dos doentes de cada estudo, quando disponíveis, ou utilizando a metologia adequada, em caso de indisponibilidade. A sobrevivência global e a sobrevivência livre de progressão foram analisadas utilizando abordagens de uma e duas fases com recurso ao análises de Kaplan-Meier e modelo proporcional de Cox. Resultados: Foram incluídos um total de 57 estudos, englobando 2528 doentes. As doentes com mutações p53 apresentaram um risco acrescido de morte (Hazard ratio 1,29, intervalo de confiança 95% 1,11 a 1,48, I2=88%, seis estudos) e de progressão da doença (Hazard ratio 1,63, intervalo de confiança 95% 1,42 a 1,88, I2=2%, oito estudos) quando comparados com doentes sem mutações p53. A frequência global combinada da mutação p53 foi de 30% (intervalo de confiança 95% 25% a 34%, tau2=0,02, I2=74%, 57 estudos), sendo mais elevada nos estudos efetuados na Asia (Ásia 34%, Europa 30% e América 21%). Conclusão: As mutações p53 no cancro endometrióide do endométrio, de grau 3, estão associadas a um prognóstico negativo, apresentando uma diminuição da sobrevivência global e a sobrevivência livre de progressão, sendo estas mutações mais frequentes no continente asiático. |
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