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Diálise peritoneal aguda no recém-nascido : estudo retrospetivo

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Resumo:Introdução: As técnicas substitutivas da função renal, como é o caso da diálise peritoneal, estão indicadas no período neonatal em casos de: insuficiência renal, com alterações bioquímicas ou metabólicas graves e refratárias ao tratamento conservador; sobrecarga hídrica que não responde adequadamente aos diuréticos; intoxicações por substâncias dialisáveis ou erros inatos do metabolismo. O objetivo deste estudo é descrever a experiência com diálise peritoneal aguda, em recém-nascidos, internados numa Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais terciária. Métodos: Estudo observacional, descritivo, retrospetivo, com base na análise dos processos clínicos de recém-nascidos submetidos a diálise peritoneal, no período neonatal, de janeiro de 2010 a dezembro de 2020, na Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais do Hospital de Santa Maria, CHULN. Resultados: Foram incluídos 11 recém-nascidos neste estudo. A mediana da idade gestacional foi de 36 semanas [33-41 semanas] e a mediana do peso ao nascer foi 2915 g [2160-3745 g]. As causas identificadas de insuficiência renal aguda foram: asfixia perinatal (n=5), anomalias congénitas do rim e trato urinário (n=4) e toxicidade farmacológica (n=2). A mediana da duração da diálise peritoneal foi de 4 dias [1-121 dias]. A complicação mais comum foi a fuga de líquido de diálise do orifício de entrada do cateter (n=7). Outras complicações registadas incluíram: infeção do orifício de saída (n=3), peritonite (n=2) e obstrução do cateter (n=1). Verificaram-se 3 óbitos. Conclusões: A diálise peritoneal é uma técnica exequível, segura e eficaz na população neonatal. A mortalidade verificada deveu-se à gravidade das patologias destes recémnascidos.
Autores principais:Costa, Inês Maria Fernandes Lopes da
Assunto:Recém-nascido Diálise peritoneal aguda Cuidados intensivos neonatais
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: As técnicas substitutivas da função renal, como é o caso da diálise peritoneal, estão indicadas no período neonatal em casos de: insuficiência renal, com alterações bioquímicas ou metabólicas graves e refratárias ao tratamento conservador; sobrecarga hídrica que não responde adequadamente aos diuréticos; intoxicações por substâncias dialisáveis ou erros inatos do metabolismo. O objetivo deste estudo é descrever a experiência com diálise peritoneal aguda, em recém-nascidos, internados numa Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais terciária. Métodos: Estudo observacional, descritivo, retrospetivo, com base na análise dos processos clínicos de recém-nascidos submetidos a diálise peritoneal, no período neonatal, de janeiro de 2010 a dezembro de 2020, na Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais do Hospital de Santa Maria, CHULN. Resultados: Foram incluídos 11 recém-nascidos neste estudo. A mediana da idade gestacional foi de 36 semanas [33-41 semanas] e a mediana do peso ao nascer foi 2915 g [2160-3745 g]. As causas identificadas de insuficiência renal aguda foram: asfixia perinatal (n=5), anomalias congénitas do rim e trato urinário (n=4) e toxicidade farmacológica (n=2). A mediana da duração da diálise peritoneal foi de 4 dias [1-121 dias]. A complicação mais comum foi a fuga de líquido de diálise do orifício de entrada do cateter (n=7). Outras complicações registadas incluíram: infeção do orifício de saída (n=3), peritonite (n=2) e obstrução do cateter (n=1). Verificaram-se 3 óbitos. Conclusões: A diálise peritoneal é uma técnica exequível, segura e eficaz na população neonatal. A mortalidade verificada deveu-se à gravidade das patologias destes recémnascidos.