Publicação
Espaço público: desenho, organização e poder: o caso de Barcelona
| Resumo: | Este trabalho tem como objectivo geral analisar se a forma dos espaços públicos, entendida como sistema de objectos e acções, influencia a sua apropriação. Assim, recorremos a análise do significado e do modo de produção do espaço público na cidade contemporánea através do exame do Modelo Barcelona . Tentamos também contribuir à discussão sobre as mudanças estruturais das cidades modernas que passaram de economias industrializadas a economias terciárias, com a transformação dos seus enclaves escalares, a perda das suas forças motrizes de acumulação e o intento de encontrar novas formas de produção mediante intervenções espaciais que transgrediram o planeamento tradicional. Neste sentido, importa reflectir como esta nova organização de fazer espaço conduziu a sua forma, estruturou a sua apropriação e direccionou a identidade do lugar. A metodologia apoiou-se numa perspectiva histórica, numa revisão conceptual e num estudo empírico para entender a problemática da política constitucional do espaço público e suas expressões territoriais. Procuramos apreender se as estratégias de intervenção que se expressam na forma do espaço, influem na apropriação dos mesmos e, no caso de ser assim, se existe ou não uma identidade da sociedade com o espaço público, e qual a importância para a cidade como espaço social e económico. Posteriormente, procedemos à análise concreta de dois espaços públicos criados sob a lógica do denominado Modelo Barcelona , analisamos a política constitucional de produção e intervenção que deu lugar aos mesmos, a sua configuração tipológica os elementos constituintes que os caracterizam. Concluímos que a forma influência a apropriação dos espaços, pois estes foram pensados considerando a escala da cidade megalómana e do espectáculo não a escala dos indivíduos , a partir de parcerias público/privado, o que originou sistemas apriorísticos, utópicos e sem identidade. |
|---|---|
| Autores principais: | Narciso, Carla Alexandra Filipe |
| Assunto: | Planeamento urbano - Barcelona (Espanha) Espaços urbanos - Barcelona (Espanha) Geografia urbana - Barcelona (Espanha) Teses de mestrado - 2008 |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este trabalho tem como objectivo geral analisar se a forma dos espaços públicos, entendida como sistema de objectos e acções, influencia a sua apropriação. Assim, recorremos a análise do significado e do modo de produção do espaço público na cidade contemporánea através do exame do Modelo Barcelona . Tentamos também contribuir à discussão sobre as mudanças estruturais das cidades modernas que passaram de economias industrializadas a economias terciárias, com a transformação dos seus enclaves escalares, a perda das suas forças motrizes de acumulação e o intento de encontrar novas formas de produção mediante intervenções espaciais que transgrediram o planeamento tradicional. Neste sentido, importa reflectir como esta nova organização de fazer espaço conduziu a sua forma, estruturou a sua apropriação e direccionou a identidade do lugar. A metodologia apoiou-se numa perspectiva histórica, numa revisão conceptual e num estudo empírico para entender a problemática da política constitucional do espaço público e suas expressões territoriais. Procuramos apreender se as estratégias de intervenção que se expressam na forma do espaço, influem na apropriação dos mesmos e, no caso de ser assim, se existe ou não uma identidade da sociedade com o espaço público, e qual a importância para a cidade como espaço social e económico. Posteriormente, procedemos à análise concreta de dois espaços públicos criados sob a lógica do denominado Modelo Barcelona , analisamos a política constitucional de produção e intervenção que deu lugar aos mesmos, a sua configuração tipológica os elementos constituintes que os caracterizam. Concluímos que a forma influência a apropriação dos espaços, pois estes foram pensados considerando a escala da cidade megalómana e do espectáculo não a escala dos indivíduos , a partir de parcerias público/privado, o que originou sistemas apriorísticos, utópicos e sem identidade. |
|---|