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Prevenção secundária na população pediátrica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: O contacto frequente das crianças e adolescentes com o médico de família nas unidades de saúde faz com que estas sejam um local importante para fornecer recomendações e implementar medidas preventivas. Os rastreios, fundamentais na prevenção secundária, visam a deteção precoce de doença, na fase assintomática, quando o tratamento ainda pode travar a sua progressão. Objetivos: O objetivo da presente revisão é identificar os atos de prevenção secundária atualmente recomendados por autoridades de saúde/organizações médicas até os 18 anos (inclusive). Como objetivos secundários procura-se identificar atos de prevenção secundária recomendados com relação benefício/risco favorável, de acordo com a U.S. Preventive Services Task Force (USPSTF) e averiguar entre estes os que não constam no Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil (PNSIJ). Métodos: Realização de pesquisa bibliográfica nos sites da Sociedade Portuguesa de Neonatologia, Sociedade Portuguesa de Pediatria, Direção-Geral da Saúde, American Academy of Pediatrics, USPSTF e Royal Australian College of General Practitioners. Foram incluídas recomendações publicadas entre 1 de junho de 2013 e 31 de março de 2024 sobre deteção precoce de doença desde o nascimento até os 18 anos (inclusive). Foram excluídas recomendações sobre deteção precoce de doença durante a gravidez. As recomendações foram selecionadas com base na leitura do título e resumo respetivos.Resultados: Foram obtidas 31 referências bibliográficas. Identificaram-se 19 atos de prevenção secundária atualmente recomendados, 7 com uma relação benefício/risco favorável, de acordo com a USPSTF. Entre os atos identificados, 5 não constam no PNSIJ. Discussão e conclusão: A prevenção secundária na população pediátrica é de extrema relevância. Há que considerar a incorporação no PNSIJ de atitudes preventivas com relação benefício/risco favorável, tendo em conta fatores como a prevalência de cada doença em Portugal, a disponibilidade e o custo dos recursos necessários para o rastreio, investigação diagnóstica e tratamento subsequentes.
Autores principais:Romeiro, Francisca Oliveira
Assunto:Prevenção Rastreio Cuidados de saúde primários Criança Adolescente
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: O contacto frequente das crianças e adolescentes com o médico de família nas unidades de saúde faz com que estas sejam um local importante para fornecer recomendações e implementar medidas preventivas. Os rastreios, fundamentais na prevenção secundária, visam a deteção precoce de doença, na fase assintomática, quando o tratamento ainda pode travar a sua progressão. Objetivos: O objetivo da presente revisão é identificar os atos de prevenção secundária atualmente recomendados por autoridades de saúde/organizações médicas até os 18 anos (inclusive). Como objetivos secundários procura-se identificar atos de prevenção secundária recomendados com relação benefício/risco favorável, de acordo com a U.S. Preventive Services Task Force (USPSTF) e averiguar entre estes os que não constam no Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil (PNSIJ). Métodos: Realização de pesquisa bibliográfica nos sites da Sociedade Portuguesa de Neonatologia, Sociedade Portuguesa de Pediatria, Direção-Geral da Saúde, American Academy of Pediatrics, USPSTF e Royal Australian College of General Practitioners. Foram incluídas recomendações publicadas entre 1 de junho de 2013 e 31 de março de 2024 sobre deteção precoce de doença desde o nascimento até os 18 anos (inclusive). Foram excluídas recomendações sobre deteção precoce de doença durante a gravidez. As recomendações foram selecionadas com base na leitura do título e resumo respetivos.Resultados: Foram obtidas 31 referências bibliográficas. Identificaram-se 19 atos de prevenção secundária atualmente recomendados, 7 com uma relação benefício/risco favorável, de acordo com a USPSTF. Entre os atos identificados, 5 não constam no PNSIJ. Discussão e conclusão: A prevenção secundária na população pediátrica é de extrema relevância. Há que considerar a incorporação no PNSIJ de atitudes preventivas com relação benefício/risco favorável, tendo em conta fatores como a prevalência de cada doença em Portugal, a disponibilidade e o custo dos recursos necessários para o rastreio, investigação diagnóstica e tratamento subsequentes.