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A dor neuropática em doentes oncológicos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A dor é um problema frequente entre a população oncológica, impondo-se, neste âmbito, como um verdadeiro desafio terapêutico. A dor neuropática, em particular, destaca-se pela sua não rara resistência à analgesia convencional. A miríade de factores promotores e moduladores que fundamentam a génese de uma dor neuropática parecem constituir a base da heterogeneidade verificada. Embora a sua real prevalência seja desconhecida, estima-se que pelo menos 15-20% dos doentes venha a experienciar dor neuropática ao longo do curso da sua doença, com prevalências mais elevadas em estadios avançados. Adicionalmente, é frequentemente identificada uma relação de causalidade bidireccional, surgindo a dor como consequência de determinadas terapêuticas anti-neoplásicas instituidas. É ainda importante sublinhar a provável subestimação dos números apresentados dada a ausência de uniformidade nos sistemas de caracterização usados na definição de dor neuropática. As dificuldades inerentes ao seu reconhecimento e alívio são os motivos pelos quais se considera pertinente rever o papel do clínico e o nível de evidência associada aos algoritmos disponíveis para a caraterização e manejo da dor neuropática em Oncologia. O conhecimento da eficácia, segurança e tolerabilidade dos fármacos mais utilizados neste âmbito relevam-se determinantes numa população fragilizada e polimedicada. As terapêuticas de segunda e terceira linha constituem um recurso válido, reforçado não pela robustez quantitativa dos dados, mas pela marcada variação interpessoal nas respostas. A necessidade de alívio satisfatório da dor neuropática prende-se com o marcado impacto na qualidade de vida dos doentes, repercutindo-se, por acréscimo, na gestão psicológica de uma doença de base tendencialmente consumptiva.
Autores principais:Abreu, Ana Margarida Sardinha
Assunto:Dor neuropática Cancro Alívio da dor Analgésicos
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A dor é um problema frequente entre a população oncológica, impondo-se, neste âmbito, como um verdadeiro desafio terapêutico. A dor neuropática, em particular, destaca-se pela sua não rara resistência à analgesia convencional. A miríade de factores promotores e moduladores que fundamentam a génese de uma dor neuropática parecem constituir a base da heterogeneidade verificada. Embora a sua real prevalência seja desconhecida, estima-se que pelo menos 15-20% dos doentes venha a experienciar dor neuropática ao longo do curso da sua doença, com prevalências mais elevadas em estadios avançados. Adicionalmente, é frequentemente identificada uma relação de causalidade bidireccional, surgindo a dor como consequência de determinadas terapêuticas anti-neoplásicas instituidas. É ainda importante sublinhar a provável subestimação dos números apresentados dada a ausência de uniformidade nos sistemas de caracterização usados na definição de dor neuropática. As dificuldades inerentes ao seu reconhecimento e alívio são os motivos pelos quais se considera pertinente rever o papel do clínico e o nível de evidência associada aos algoritmos disponíveis para a caraterização e manejo da dor neuropática em Oncologia. O conhecimento da eficácia, segurança e tolerabilidade dos fármacos mais utilizados neste âmbito relevam-se determinantes numa população fragilizada e polimedicada. As terapêuticas de segunda e terceira linha constituem um recurso válido, reforçado não pela robustez quantitativa dos dados, mas pela marcada variação interpessoal nas respostas. A necessidade de alívio satisfatório da dor neuropática prende-se com o marcado impacto na qualidade de vida dos doentes, repercutindo-se, por acréscimo, na gestão psicológica de uma doença de base tendencialmente consumptiva.