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Avaliação da sinistralidade rodoviária no município da Amadora: influência do encadeamento solar e declive da rede viária

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente relatório de estágio, realizado nos Serviços Municipais de Proteção Civil da Amadora (SMPC-Amadora) pretende, através de um estudo de cariz observacional, avaliar a importância e características dos acidentes rodoviários no município da Amadora, entre 2011 e 2019, bem como aferir as relações potenciais de encandeamento solar ou de inclinação das estradas com a ocorrência dos mesmos. Numa análise geral, verificou-se que ocorreram 4255 acidentes rodoviários, existindo uma média de 354 acidentes/mês, sendo eles na sua maioria colisões, com um total de 2363 ocorrências (56%). Estes são em geral sem vítimas (97%), sendo que ao ocorrerem são os atropelamentos (47%) o tipo de acidente mais relevante. No entanto, embora com gravidade reduzida, o número de acidentes com vítimas está a aumentar. Em termos de periodicidade, 2019 foi o ano em que ocorreram mais acidentes rodoviários no município (618), tendência de aumento que se registou desde 2015. Mensalmente destaca-se o período de outono/inverno com ocorrências acima da média sendo novembro (425) o mês mais significativo. Diariamente, são as horas de ponta os intervalos críticos, destacando-se o período da tarde (17:00-19:59h), que representa 24,3% do total de acidentes. No que concerne à localização dos acidentes, estes ocorreram em praticamente todas as vias do município da Amadora, mas destacam-se os itinerários complementares (IC16, IC17 e IC19) e estradas como a Rua Elias Garcia e a Avenida Comandante Luís António da Silva. Avaliando a influência do encandeamento solar nos acidentes rodoviários verificou-se que cerca de 112 km têm potencial para ocorrerem estas situações. Verificouse também que, apenas 145 (36%) acidentes revelaram poder ter influência devido ao encandeamento solar. Todavia, a variação anual da relação verificada entre horas de ponta e períodos críticos de encandeamento permite afirmar que este é um problema real. Quanto à influência da inclinação das vias nos acidentes rodoviários, pode-se verificar que o facto de o declive ser elevado não indica linearmente um maior número de acidentes rodoviários, havendo peso idêntico de acidentes ocorridos quer em estradas com 2-4% e >8%. Isto acontece, porque os troços muito inclinados são em geral poucos extensos não possuindo os 2-3 km de extensão considerados críticos, para haver uma relação positiva entre direta e proporcional. Assim, apesar de ausência de uma BD mais significativa, cuja atualização e uniformização é imprescindível, o presente relatório permitiu a identificação de locais críticos que poderão ser alvo de análises detalhadas e tomadas de medidas adaptadas (modelos dinâmicos, sinalização e alerta), contribuindo para um melhor sistema de proteção civil e assim diminuir a sinistralidade rodoviária.
Autores principais:Igreja, Carlos Guilherme Cabral
Assunto:Acidentes rodoviários encandeamento solar inclinação das vias zonas de acumulação de acidentes rodoviários Amadora
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente relatório de estágio, realizado nos Serviços Municipais de Proteção Civil da Amadora (SMPC-Amadora) pretende, através de um estudo de cariz observacional, avaliar a importância e características dos acidentes rodoviários no município da Amadora, entre 2011 e 2019, bem como aferir as relações potenciais de encandeamento solar ou de inclinação das estradas com a ocorrência dos mesmos. Numa análise geral, verificou-se que ocorreram 4255 acidentes rodoviários, existindo uma média de 354 acidentes/mês, sendo eles na sua maioria colisões, com um total de 2363 ocorrências (56%). Estes são em geral sem vítimas (97%), sendo que ao ocorrerem são os atropelamentos (47%) o tipo de acidente mais relevante. No entanto, embora com gravidade reduzida, o número de acidentes com vítimas está a aumentar. Em termos de periodicidade, 2019 foi o ano em que ocorreram mais acidentes rodoviários no município (618), tendência de aumento que se registou desde 2015. Mensalmente destaca-se o período de outono/inverno com ocorrências acima da média sendo novembro (425) o mês mais significativo. Diariamente, são as horas de ponta os intervalos críticos, destacando-se o período da tarde (17:00-19:59h), que representa 24,3% do total de acidentes. No que concerne à localização dos acidentes, estes ocorreram em praticamente todas as vias do município da Amadora, mas destacam-se os itinerários complementares (IC16, IC17 e IC19) e estradas como a Rua Elias Garcia e a Avenida Comandante Luís António da Silva. Avaliando a influência do encandeamento solar nos acidentes rodoviários verificou-se que cerca de 112 km têm potencial para ocorrerem estas situações. Verificouse também que, apenas 145 (36%) acidentes revelaram poder ter influência devido ao encandeamento solar. Todavia, a variação anual da relação verificada entre horas de ponta e períodos críticos de encandeamento permite afirmar que este é um problema real. Quanto à influência da inclinação das vias nos acidentes rodoviários, pode-se verificar que o facto de o declive ser elevado não indica linearmente um maior número de acidentes rodoviários, havendo peso idêntico de acidentes ocorridos quer em estradas com 2-4% e >8%. Isto acontece, porque os troços muito inclinados são em geral poucos extensos não possuindo os 2-3 km de extensão considerados críticos, para haver uma relação positiva entre direta e proporcional. Assim, apesar de ausência de uma BD mais significativa, cuja atualização e uniformização é imprescindível, o presente relatório permitiu a identificação de locais críticos que poderão ser alvo de análises detalhadas e tomadas de medidas adaptadas (modelos dinâmicos, sinalização e alerta), contribuindo para um melhor sistema de proteção civil e assim diminuir a sinistralidade rodoviária.