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Estética do Grotesco: interrogações à razão moderna

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este artigo, fruto de uma pesquisa acadêmica pautada no método da psicanálise, analisa a estética do grotesco e suas interações com a lógica dominante na modernidade, que se pauta na centralidade da razão. Apresenta-se essa dominância racional como um aspecto de um projeto filosófico, estético e político, que estabeleceu uma concepção específica sobre a figura humana na modernidade. Analisa algumas expressões exemplares da estética grotesca, desviantes da lógica das academias de arte, como formas de invocar expressões de uma humanidade mergulhada na desrazão e na loucura, questionando esse lugar exaltado e absoluto do indivíduo racional. A psicanálise auxilia-nos nessas reflexões, para além do método, por ocupar-se de uma estética negativa, que interroga o estranho nas imagens e seu potencial de questionar as certezas subjetivas.
Autores principais:Sousa, João Gabriel Neves de
Outros Autores:Lúcia Mandelli de Marsillac, Ana
Assunto:Grotesco Modernidade Psicanálise Razão e Loucura
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este artigo, fruto de uma pesquisa acadêmica pautada no método da psicanálise, analisa a estética do grotesco e suas interações com a lógica dominante na modernidade, que se pauta na centralidade da razão. Apresenta-se essa dominância racional como um aspecto de um projeto filosófico, estético e político, que estabeleceu uma concepção específica sobre a figura humana na modernidade. Analisa algumas expressões exemplares da estética grotesca, desviantes da lógica das academias de arte, como formas de invocar expressões de uma humanidade mergulhada na desrazão e na loucura, questionando esse lugar exaltado e absoluto do indivíduo racional. A psicanálise auxilia-nos nessas reflexões, para além do método, por ocupar-se de uma estética negativa, que interroga o estranho nas imagens e seu potencial de questionar as certezas subjetivas.