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Insegurança/medo: navegando as contribuições geográficas (e mais além)
| Resumo: | Irei sumarizar a seguir as dimensões com que o pensamento geográfico (e não só) se tem engajado com o poder de medo e insegurança. Estruturarei o cerne da discussão a partir das três dimensões identificadas por Hazem Abu-Orf (2013) na sua teoria sobre cidades em conflito, na reformulação que tenho proposto pelo caso das cidades “comuns” (Tulumello, 2015): as geopolíticas (urbanas) da insegurança; o papel do medo em caraterizar o encontro com a alteridade; e, terceiro, o papel do espaço construído, e das suas espacialidades, em moldar os sentimentos individuais. Em conclusão, irei mobilizar o conceito de paisagens do medo (landscapes of fear ou fearscapes; Tulumello, 2017, capítulo 4) que permite ao mesmo tempo articular, e ultrapassar, essas três dimensões. Embora estes debates se tenham desenvolvido sobretudo na literatura, dita internacional, em língua inglesa, terei atenção em apontar também os debates desenvolvidos em Portugal e Brasil, e em língua portuguesa. |
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| Autores principais: | Tulumello, Simone |
| Assunto: | insegurança medo urbano paisagem |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Irei sumarizar a seguir as dimensões com que o pensamento geográfico (e não só) se tem engajado com o poder de medo e insegurança. Estruturarei o cerne da discussão a partir das três dimensões identificadas por Hazem Abu-Orf (2013) na sua teoria sobre cidades em conflito, na reformulação que tenho proposto pelo caso das cidades “comuns” (Tulumello, 2015): as geopolíticas (urbanas) da insegurança; o papel do medo em caraterizar o encontro com a alteridade; e, terceiro, o papel do espaço construído, e das suas espacialidades, em moldar os sentimentos individuais. Em conclusão, irei mobilizar o conceito de paisagens do medo (landscapes of fear ou fearscapes; Tulumello, 2017, capítulo 4) que permite ao mesmo tempo articular, e ultrapassar, essas três dimensões. Embora estes debates se tenham desenvolvido sobretudo na literatura, dita internacional, em língua inglesa, terei atenção em apontar também os debates desenvolvidos em Portugal e Brasil, e em língua portuguesa. |
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