Publicação
Gênero, Identidade e Corpos em espaço escolar: experiências e percepções de estudantes do ensino básico e secundário
| Resumo: | O estudo aborda as experiências e percepções de alunas e alunos em relação aos diferentes espaços que compõem a escola, adotando uma análise de gênero em perspectiva interseccional. Reconhecendo que o espaço escolar reflete e perpetua relações de poder, normas e papeis de gênero, assim como comporta possibilidades de questionamento e subversão, o estudo emprega a teoria da interseccionalidade para compreender como o entrecruzamento do gênero com outros elementos identitários influencia a vivência de alunas e alunos na escola. Isso permite uma análise da forma de uso e ocupação, experiências e significados relativos aos diferentes espaços da escola, destacando a importância das emoções e do corpo na construção de uma perspectiva genderizada do espaço escolar. Realizado em três escolas na cidade de Lisboa, Portugal, o estudo recorreu a instrumentos de pesquisa inovadores no âmbito dos Estudos de Gênero, no intuito de valorizar a dimensão espacial. Tais instrumentos são denominados Mapear(-me) na Escola, cartografia participativa do espaço escolar com perspectiva de gênero e Corpo como Território. Os resultados mostram três elementos principais. O primeiro diz respeito a forma como os significados atribuídos ao gênero e origem nacional sustentam hierarquias e desigualdades entre os diversos grupos socioculturais existentes na escola, permitindo abordar como as relações interseccionais se desdobram em cinco dinâmicas espaciais diferentes. O segundo elemento trata dos sentimentos vinculados por alunas e alunos aos espaços da escola, possibilitando a identificação de um conjunto de emoções comuns em contextos espaciais específicos capazes de auxiliar a compreensão de três fenômenos relativos à vivência interseccional. Por fim, foram elaboradas categorias de análise capazes de revelar o papel desempenhado pelo corpo na maneira com o espaço escolar é experienciado e significado, além de explorar o corpo como uma escala de representação dos espaços de vivências desses e dessas jovens. Assim, o estudo apresenta elementos capazes de contribuir com a compreensão da diversidade e a complexidade das experiências socioespaciais de alunas e alunos na escola através de uma abordagem interseccional. |
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| Autores principais: | Santos, Ana Carolina Ferraz dos |
| Assunto: | gênero interseccionalidade espaço escolar identidades sociais gender intersectionality school space social identities |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O estudo aborda as experiências e percepções de alunas e alunos em relação aos diferentes espaços que compõem a escola, adotando uma análise de gênero em perspectiva interseccional. Reconhecendo que o espaço escolar reflete e perpetua relações de poder, normas e papeis de gênero, assim como comporta possibilidades de questionamento e subversão, o estudo emprega a teoria da interseccionalidade para compreender como o entrecruzamento do gênero com outros elementos identitários influencia a vivência de alunas e alunos na escola. Isso permite uma análise da forma de uso e ocupação, experiências e significados relativos aos diferentes espaços da escola, destacando a importância das emoções e do corpo na construção de uma perspectiva genderizada do espaço escolar. Realizado em três escolas na cidade de Lisboa, Portugal, o estudo recorreu a instrumentos de pesquisa inovadores no âmbito dos Estudos de Gênero, no intuito de valorizar a dimensão espacial. Tais instrumentos são denominados Mapear(-me) na Escola, cartografia participativa do espaço escolar com perspectiva de gênero e Corpo como Território. Os resultados mostram três elementos principais. O primeiro diz respeito a forma como os significados atribuídos ao gênero e origem nacional sustentam hierarquias e desigualdades entre os diversos grupos socioculturais existentes na escola, permitindo abordar como as relações interseccionais se desdobram em cinco dinâmicas espaciais diferentes. O segundo elemento trata dos sentimentos vinculados por alunas e alunos aos espaços da escola, possibilitando a identificação de um conjunto de emoções comuns em contextos espaciais específicos capazes de auxiliar a compreensão de três fenômenos relativos à vivência interseccional. Por fim, foram elaboradas categorias de análise capazes de revelar o papel desempenhado pelo corpo na maneira com o espaço escolar é experienciado e significado, além de explorar o corpo como uma escala de representação dos espaços de vivências desses e dessas jovens. Assim, o estudo apresenta elementos capazes de contribuir com a compreensão da diversidade e a complexidade das experiências socioespaciais de alunas e alunos na escola através de uma abordagem interseccional. |
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