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Operação de veículos aéreos não tripulados em ambiente marítimo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A utilização de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) em operações militares e civis tem aumentado significativamente comparada com os meios tripulados, em virtude da sua facilidade e versatilidade de emprego, baixos custos de operação e manutenção e redução do risco para a vida humana. A Marinha Portuguesa iniciou a integração destes meios como complemento dos atuais meios de vigilância, permitindo aumentar a sua capacidade de resposta em diferentes tipos de missões, nomeadamente na área de surveillance onde se destacam: missões de busca e salvamento; patrulha de área; monitorização e seguimento de navios ou embarcações com comportamento suspeito; monitorização e proteção de corredores de tráfego marítimo; segurança de portos; controlo da poluição; controlo da imigração e pesca ilegais; entre outras. Pretendendo dar um contributo na otimização da utilização destes meios, o presente trabalho baseou-se fundamentalmente nas missões de patrulha de área, onde um VANT opera com limites espaciais bem definidos. Ao longo do tempo, surgem vários alvos com movimento próprio, que acabarão por ultrapassar os limites da área de operações, impedindo a continuação ou mesmo o início da sua monitorização. Sendo importante que a monitorização dos alvos seja feita dentro da área de operações, é necessário determinar os que são considerados de maior importância e ordená-los segundo uma regra de prioridade. Por simulação, foram testadas cinco regras de prioridade em oito instâncias diferentes do problema, num total de mil alvos cada, sendo parâmetros diferenciadores de cada instância: a taxa de chegadas de novos alvos à área, a sua velocidade e a duração de processamento necessária. Verificou-se que a distância ao ponto de interseção com o alvo e a duração de processamento, associados ao grau de importância atribuído, são atributos determinantes na ordenação. Foram obtidos bons resultados com regras de prioridade que têm estes atributos em consideração, quando comparadas com outras regras de prioridade mais simples e comuns na literatura, em particular quando a taxa de chegadas de novos alvos à área de operações é elevada.
Autores principais:Ferreira, Marina Colaço
Assunto:Veículos aéreos não tripulados Problemas de roteamento dinâmico de veículos Problemas dinâmicos de Job Shop Regras de sequenciamento Simulação Teses de mestrado - 2015
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A utilização de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) em operações militares e civis tem aumentado significativamente comparada com os meios tripulados, em virtude da sua facilidade e versatilidade de emprego, baixos custos de operação e manutenção e redução do risco para a vida humana. A Marinha Portuguesa iniciou a integração destes meios como complemento dos atuais meios de vigilância, permitindo aumentar a sua capacidade de resposta em diferentes tipos de missões, nomeadamente na área de surveillance onde se destacam: missões de busca e salvamento; patrulha de área; monitorização e seguimento de navios ou embarcações com comportamento suspeito; monitorização e proteção de corredores de tráfego marítimo; segurança de portos; controlo da poluição; controlo da imigração e pesca ilegais; entre outras. Pretendendo dar um contributo na otimização da utilização destes meios, o presente trabalho baseou-se fundamentalmente nas missões de patrulha de área, onde um VANT opera com limites espaciais bem definidos. Ao longo do tempo, surgem vários alvos com movimento próprio, que acabarão por ultrapassar os limites da área de operações, impedindo a continuação ou mesmo o início da sua monitorização. Sendo importante que a monitorização dos alvos seja feita dentro da área de operações, é necessário determinar os que são considerados de maior importância e ordená-los segundo uma regra de prioridade. Por simulação, foram testadas cinco regras de prioridade em oito instâncias diferentes do problema, num total de mil alvos cada, sendo parâmetros diferenciadores de cada instância: a taxa de chegadas de novos alvos à área, a sua velocidade e a duração de processamento necessária. Verificou-se que a distância ao ponto de interseção com o alvo e a duração de processamento, associados ao grau de importância atribuído, são atributos determinantes na ordenação. Foram obtidos bons resultados com regras de prioridade que têm estes atributos em consideração, quando comparadas com outras regras de prioridade mais simples e comuns na literatura, em particular quando a taxa de chegadas de novos alvos à área de operações é elevada.