Publicação

Avaliação do impacto da introdução de cargas auxiliares na autonomia de veículos elétricos

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A mobilidade elétrica oferece a possibilidade de reduzir as necessidades petrolíferas no setor dos transportes. Na realidade, estudos comprovam que a alteração de veículos movidos a combustíveis fosseis para veículos híbridos ou elétricos, conduziria a uma menor dependência petrolífera assim como a um menor nível de agentes poluentes. Para tal, é necessário o desenvolvimento de investigação no sentido de aumentar a capacidade das baterias, melhorando a autonomia dos veículos elétricos em situações reais. Utilizando o software de simulação de consumo energético e emissões de veículos ADVISOR – ADvanced VehIcle SimulatOR, foi desenvolvido um veículo elétrico com características semelhantes ao do Nissan Leaf 2013. Após a calibração do veículo, foram realizados testes visando determinar a influência da temperatura exterior e do ar condicionado na autonomia e consumo do veículo elétrico. As simulações desenvolvidas consideraram diversos ciclos de condução europeus e americanos, entre eles, o New European Driving Cycle (NEDC), o World harmonized Light vehicles Test Procedures (WTLP), o Supplemental Federal Test Procedure (SC03), o Supplemental Federal Test Procedure (US06), o Urban Dynamometer Driving Schedule (UDDS) e o Highway Fuel Economy Driving Schedule (HWFET). Os resultados obtidos foram comparados com os resultados publicados na literatura e concluíram que, a variação da temperatura exterior não é um fator determinante na diminuição da autonomia e no aumento do consumo energético, influenciando-o apenas entre, aproximadamente, 1% a 3%. No entanto, verificou-se que após a introdução de cargas auxiliares extras, como ar condicionado, a autonomia reduz consideravelmente, entre os 20% e os 44%, dependendo do ciclo de condução. As diferenças encontradas neste estudo foram superiores no caso dos ciclos urbanos. O novo ciclo europeu recentemente introduzido, WLTP, registou valores inferiores no decréscimo da autonomia e aumento do consumo energético em relação ao ciclo atualmente utilizado, o NEDC.
Autores principais:Fonseca, Filipe Miguel Ribeiro da
Assunto:Veículos elétricos Ar condicionado Autonomia ADVISOR Teses de mestrado - 2018
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A mobilidade elétrica oferece a possibilidade de reduzir as necessidades petrolíferas no setor dos transportes. Na realidade, estudos comprovam que a alteração de veículos movidos a combustíveis fosseis para veículos híbridos ou elétricos, conduziria a uma menor dependência petrolífera assim como a um menor nível de agentes poluentes. Para tal, é necessário o desenvolvimento de investigação no sentido de aumentar a capacidade das baterias, melhorando a autonomia dos veículos elétricos em situações reais. Utilizando o software de simulação de consumo energético e emissões de veículos ADVISOR – ADvanced VehIcle SimulatOR, foi desenvolvido um veículo elétrico com características semelhantes ao do Nissan Leaf 2013. Após a calibração do veículo, foram realizados testes visando determinar a influência da temperatura exterior e do ar condicionado na autonomia e consumo do veículo elétrico. As simulações desenvolvidas consideraram diversos ciclos de condução europeus e americanos, entre eles, o New European Driving Cycle (NEDC), o World harmonized Light vehicles Test Procedures (WTLP), o Supplemental Federal Test Procedure (SC03), o Supplemental Federal Test Procedure (US06), o Urban Dynamometer Driving Schedule (UDDS) e o Highway Fuel Economy Driving Schedule (HWFET). Os resultados obtidos foram comparados com os resultados publicados na literatura e concluíram que, a variação da temperatura exterior não é um fator determinante na diminuição da autonomia e no aumento do consumo energético, influenciando-o apenas entre, aproximadamente, 1% a 3%. No entanto, verificou-se que após a introdução de cargas auxiliares extras, como ar condicionado, a autonomia reduz consideravelmente, entre os 20% e os 44%, dependendo do ciclo de condução. As diferenças encontradas neste estudo foram superiores no caso dos ciclos urbanos. O novo ciclo europeu recentemente introduzido, WLTP, registou valores inferiores no decréscimo da autonomia e aumento do consumo energético em relação ao ciclo atualmente utilizado, o NEDC.