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Segurança privada - a actividade e os seus actores

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Desde que os Estados-Nação passaram a garantir direitos de inviolabilidade à propriedade privada que os proprietários, especialmente os proprietários de espaços de grandes dimensões geridos com o objectivo de serem de serem usufruídos socialmente, tais como centros comerciais, complexos desportivos, plantas industriais, campus académicos, e outros, delegaram a protecção do interior dessas propriedades à segurança privada, que passa a fazer o controlo social destes espaços. O controlo social exercido no passado em exclusivo pelo Estado e suas instituições policiais, passou assim a ser partilhado com entidades privadas presentes nos espaços cada vez mais socialmente frequentados. O elevado número de agentes privados de segurança dá relevância a questões sobre a actividade e os seus agentes em termos de legitimidade e enquadramento, sendo inegável o seu impacto social. Este trabalho defende a perspectiva de que o crescimento da segurança privada está primordialmente associado ao crescimento da propriedade privada, por outro lado afirma-se que os agentes de segurança privada estão longe de poderem ser considerados profissionais especializados em segurança.
Autores principais:Barreira, Viriato Augusto Carvalho
Assunto:Segurança privada Segurança pública Profissões Segurança Autoridade Poder Private security Public security Jobs Security Authority Power
Ano:2004
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Desde que os Estados-Nação passaram a garantir direitos de inviolabilidade à propriedade privada que os proprietários, especialmente os proprietários de espaços de grandes dimensões geridos com o objectivo de serem de serem usufruídos socialmente, tais como centros comerciais, complexos desportivos, plantas industriais, campus académicos, e outros, delegaram a protecção do interior dessas propriedades à segurança privada, que passa a fazer o controlo social destes espaços. O controlo social exercido no passado em exclusivo pelo Estado e suas instituições policiais, passou assim a ser partilhado com entidades privadas presentes nos espaços cada vez mais socialmente frequentados. O elevado número de agentes privados de segurança dá relevância a questões sobre a actividade e os seus agentes em termos de legitimidade e enquadramento, sendo inegável o seu impacto social. Este trabalho defende a perspectiva de que o crescimento da segurança privada está primordialmente associado ao crescimento da propriedade privada, por outro lado afirma-se que os agentes de segurança privada estão longe de poderem ser considerados profissionais especializados em segurança.