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Remuneração do estágio curricular do MICF : baseado nos estudos e discussão apresentados em diferentes países

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Resumo:Os estágios constituem uma forma de introdução ao mundo do trabalho e um modelo de aprendizagem que tem vindo a ver o seu crescimento rápido ao longo dos últimos 10 anos e tanto empresas como instituições de ensino tomam este formato como um sucesso e o incluem cada vez mais nos seus processos - as universidades já incluem os estágios no plano curricular dos cursos e os mesmos constituem um passo obrigatório para a conclusão da formação académica. Conforme os estágios se foram estabelecendo em Portugal a sua legislação foi sendo atualizada e ainda existem pontos que carecem de discussão. No caso dos estágios curriculares, não tendo estes uma orientação geral, cada instituição de ensino define o seu regulamento de estágio e as suas condições – quer em duração, ou em plano de objetivos, quer em orientação, ou remuneração, entre outros. O estágio curricular do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Universidade de Lisboa é um estágio de 6 meses de duração, realizado no último semestre do plano formativo, que permite ao aluno passar pela farmácia comunitária e farmácia hospitalar. Este estágio de longa duração não permite aos alunos receber nenhuma remuneração. A remuneração dos estágios é um fator que não só compensa os estagiários pelo seu trabalho e melhora o seu empenho, mas também influencia outros pontos, como a possibilidade de ficar com uma posição fixa na empresa, no futuro, e a possibilidade de encontrar um emprego a curto prazo. A remuneração dos estagiários pode também constituir uma base para a remuneração salarial dos jovens trabalhadores que se estão a inserir no mundo profissional. Baseado na construção de modelos a partir de inquéritos realizados e na argumentação e discussão de vários investigadores, este documento permite juntar um conjunto de motivos que esclareçam a necessidade para a remuneração de estágios para estudantes em início de carreira, focando-se principalmente nos estágios curriculares. Baseia-se também na evidência de outros países que também identificam essa necessidade ou que começam a implementar esta condição.
Autores principais:Antunes, Rita Farinha
Assunto:Estágio curricular Remuneração Mestrado integrado em ciências farmacêuticas Profissional do futuro Mestrado Integrado - 2023
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os estágios constituem uma forma de introdução ao mundo do trabalho e um modelo de aprendizagem que tem vindo a ver o seu crescimento rápido ao longo dos últimos 10 anos e tanto empresas como instituições de ensino tomam este formato como um sucesso e o incluem cada vez mais nos seus processos - as universidades já incluem os estágios no plano curricular dos cursos e os mesmos constituem um passo obrigatório para a conclusão da formação académica. Conforme os estágios se foram estabelecendo em Portugal a sua legislação foi sendo atualizada e ainda existem pontos que carecem de discussão. No caso dos estágios curriculares, não tendo estes uma orientação geral, cada instituição de ensino define o seu regulamento de estágio e as suas condições – quer em duração, ou em plano de objetivos, quer em orientação, ou remuneração, entre outros. O estágio curricular do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Universidade de Lisboa é um estágio de 6 meses de duração, realizado no último semestre do plano formativo, que permite ao aluno passar pela farmácia comunitária e farmácia hospitalar. Este estágio de longa duração não permite aos alunos receber nenhuma remuneração. A remuneração dos estágios é um fator que não só compensa os estagiários pelo seu trabalho e melhora o seu empenho, mas também influencia outros pontos, como a possibilidade de ficar com uma posição fixa na empresa, no futuro, e a possibilidade de encontrar um emprego a curto prazo. A remuneração dos estagiários pode também constituir uma base para a remuneração salarial dos jovens trabalhadores que se estão a inserir no mundo profissional. Baseado na construção de modelos a partir de inquéritos realizados e na argumentação e discussão de vários investigadores, este documento permite juntar um conjunto de motivos que esclareçam a necessidade para a remuneração de estágios para estudantes em início de carreira, focando-se principalmente nos estágios curriculares. Baseia-se também na evidência de outros países que também identificam essa necessidade ou que começam a implementar esta condição.