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Análise estatística e epidemiológica de variáveis clinico-patológicas de uma série de melanomas do Laboratório de Dermatopatologia do CHULN

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: O melanoma maligno cutâneo continua a ser um dos cancros com maior incidência e maior mortalidade em populações caucasianas quando o seu diagnóstico é tardio. Diversas variáveis histopatológicas têm relevância para o estadiamento e prognóstico desta doença e que são resumidas nas guidelines da AJCC. Dada a falta de estudos epidemiológicos realizados sobre esta doença em Portugal, o presente trabalho visa colmatar essa falha e ao mesmo tempo verificar se existem diferenças significativas no estadiamento deste tumor com as novas guidelines da AJCC publicadas em 2018. Objetivos: Descrever as características epidemiológicas e histopatológicas dos melanomas diagnosticados numa amostra de doentes de um hospital terciário de Lisboa; Verificar se as novas guidelines da AJCC publicadas em 2018 se vão traduzir num aumento de procedimentos invasivos como por exemplo a biópsia do gânglio sentinela. Métodos: Estudo retrospetivo utilizando uma amostra de 502 casos de melanoma maligno diagnosticados no laboratório de Dermatopatologia da Clínica Universitária de Dermatologia e Venereologia do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte de Janeiro de 2011 a Dezembro de 2017. Os resultados obtidos foram sumariados utilizando uma combinação de estatística descritiva e inferencial. Resultados: Os resultados obtidos demonstraram associações estatisticamente significativas entre o sexo/idade e a localização da lesão (p = 0,0004), localização da lesão e categoria histológica (p = 0,0004), idade e categoria histológica (p = 0,0005), sexo e presença de regressão (p = 0,01). Na comparação das duas guidelines da AJCC apenas se verificou uma associação entre a categoria histológica do tumor e o seu estadiamento (p = 0,0004). Conclusões: Apesar das características epidemiológicas e histopatológicas dos melanomas deste hospital serem semelhantes às referidas em estudos prévios feitos em outras populações, existem diferenças na prevalência dos subtipos de melanoma e de algumas variáveis histológicas. Nesta amostra, as novas guidelines da AJCC não parecem levar a um aumento significativo dos procedimentos invasivos após o estadiamento tumoral.
Autores principais:Pereira, José Alberto Ferreira de Castro
Assunto:Melanoma maligno Dermatopatologia Epidemiologia Dermatologia
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: O melanoma maligno cutâneo continua a ser um dos cancros com maior incidência e maior mortalidade em populações caucasianas quando o seu diagnóstico é tardio. Diversas variáveis histopatológicas têm relevância para o estadiamento e prognóstico desta doença e que são resumidas nas guidelines da AJCC. Dada a falta de estudos epidemiológicos realizados sobre esta doença em Portugal, o presente trabalho visa colmatar essa falha e ao mesmo tempo verificar se existem diferenças significativas no estadiamento deste tumor com as novas guidelines da AJCC publicadas em 2018. Objetivos: Descrever as características epidemiológicas e histopatológicas dos melanomas diagnosticados numa amostra de doentes de um hospital terciário de Lisboa; Verificar se as novas guidelines da AJCC publicadas em 2018 se vão traduzir num aumento de procedimentos invasivos como por exemplo a biópsia do gânglio sentinela. Métodos: Estudo retrospetivo utilizando uma amostra de 502 casos de melanoma maligno diagnosticados no laboratório de Dermatopatologia da Clínica Universitária de Dermatologia e Venereologia do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte de Janeiro de 2011 a Dezembro de 2017. Os resultados obtidos foram sumariados utilizando uma combinação de estatística descritiva e inferencial. Resultados: Os resultados obtidos demonstraram associações estatisticamente significativas entre o sexo/idade e a localização da lesão (p = 0,0004), localização da lesão e categoria histológica (p = 0,0004), idade e categoria histológica (p = 0,0005), sexo e presença de regressão (p = 0,01). Na comparação das duas guidelines da AJCC apenas se verificou uma associação entre a categoria histológica do tumor e o seu estadiamento (p = 0,0004). Conclusões: Apesar das características epidemiológicas e histopatológicas dos melanomas deste hospital serem semelhantes às referidas em estudos prévios feitos em outras populações, existem diferenças na prevalência dos subtipos de melanoma e de algumas variáveis histológicas. Nesta amostra, as novas guidelines da AJCC não parecem levar a um aumento significativo dos procedimentos invasivos após o estadiamento tumoral.