Publicação
Avaliação e caracterização da atividade anti-herpética de extratos aquosos de plantas da flora portuguesa
| Resumo: | Infecções aparentemente inócuas por vírus Herpes simplex podem levar a complicações sérias, como ceratoconjuntivite e encefalites. O aumento significativo de estirpes resistentes aos atuais antivirais, leva à procura de novas alternativas terapêuticas. A medicina popular, à base de plantas, tem sido assunto de interesse mundial, envolvendo estudos biológicos com avaliação de potencialidades terapêuticas. O presente estudo avaliou a ação anti-herpética de extratos aquosos (através do ensaio de redução de placas), obtidos por decocções de folhas/caules e de flores, de duas espécies de plantas da flora aromática Portuguesa, ambas pertencentes à Familia Astereaceae: Helichrysum italicum e Solidago virgaurea. A atividade anti-herpética dos extratos foi estudada em concentrações não tóxicas para células Vero, previamente determinadas pelo ensaio MTT. Fizeram-se ensaios diretamente sobre partículas virais em suspensão de HSV-1 e HSV-2, variando os tempos de contacto e concentrações (estudo do efeito virucida) e ainda visando avaliar os efeitos nos ciclos replicativos destes vírus em células Vero, quando adicionados antes da infecção, durante a adsorção e em diferentes tempos pós infeção. Os extratos revelaram um elevado efeito virucida (inativação direta das partículas virais), sendo mais eficazes contra o HSV-2 (inibições da infecciosidade superiores a 99%), provavelmente interferindo em proteínas estruturais, algumas das quais necessárias à adsorção e penetração nas células hospedeiras. Também exibiram efeitos na produção de novas partículas virais infecciosas em células Vero tratadas durante a adsorção viral, que variaram entre 75% e 99% para o HSV-1 e entre 59% e 97% para o HSV-2; quando presentes durante o período da infecção compreendido entre as 4 e as 18 horas p.i., resultaram inibições de 71 a 99% na produção de HSV-1 infecioso e de 86 a 99% para o HSV-2. Não revelaram efeitos significativos quando estiveram em contacto com as células Vero antes da infecção. |
|---|---|
| Autores principais: | Resende, Fernanda Pinto, 1967- |
| Assunto: | Herpes simplex Biologia celular Toxicologia Teses de mestrado - 2012 |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Infecções aparentemente inócuas por vírus Herpes simplex podem levar a complicações sérias, como ceratoconjuntivite e encefalites. O aumento significativo de estirpes resistentes aos atuais antivirais, leva à procura de novas alternativas terapêuticas. A medicina popular, à base de plantas, tem sido assunto de interesse mundial, envolvendo estudos biológicos com avaliação de potencialidades terapêuticas. O presente estudo avaliou a ação anti-herpética de extratos aquosos (através do ensaio de redução de placas), obtidos por decocções de folhas/caules e de flores, de duas espécies de plantas da flora aromática Portuguesa, ambas pertencentes à Familia Astereaceae: Helichrysum italicum e Solidago virgaurea. A atividade anti-herpética dos extratos foi estudada em concentrações não tóxicas para células Vero, previamente determinadas pelo ensaio MTT. Fizeram-se ensaios diretamente sobre partículas virais em suspensão de HSV-1 e HSV-2, variando os tempos de contacto e concentrações (estudo do efeito virucida) e ainda visando avaliar os efeitos nos ciclos replicativos destes vírus em células Vero, quando adicionados antes da infecção, durante a adsorção e em diferentes tempos pós infeção. Os extratos revelaram um elevado efeito virucida (inativação direta das partículas virais), sendo mais eficazes contra o HSV-2 (inibições da infecciosidade superiores a 99%), provavelmente interferindo em proteínas estruturais, algumas das quais necessárias à adsorção e penetração nas células hospedeiras. Também exibiram efeitos na produção de novas partículas virais infecciosas em células Vero tratadas durante a adsorção viral, que variaram entre 75% e 99% para o HSV-1 e entre 59% e 97% para o HSV-2; quando presentes durante o período da infecção compreendido entre as 4 e as 18 horas p.i., resultaram inibições de 71 a 99% na produção de HSV-1 infecioso e de 86 a 99% para o HSV-2. Não revelaram efeitos significativos quando estiveram em contacto com as células Vero antes da infecção. |
|---|