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Uma perspectiva institucional do desenvolvimento: caso da indústria automóvel em Portugal (1960-1990)

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Resumo:A abordagem institucionalista do desenvolvimento difere de outras teorias do desenvolvimento na medida em que não identifica um único factor crítico, mas aproveita as contribuições destas teorias, das quais faz uma revisão crítica, propondo não uma explicação universalista, mas uma teoria de médio alcance, que destaca o papel dos actores relevantes e dos processos de legitimidade a ele inerentes. Retomando a tese da incrustação do económico no social, esta abordagem identifica os padrões de organização social definidos através de processos históricos e culturais, que privilegiam determinado tipo de organizações, e não outras, com características específicas no que diz respeito à sua dimensão, formas de relacionamento com os ambientes, ligações à economia global, etc. A abordagem institucionalista do desenvolvimento, cujo enquadramento teórico se situa claramente na Nova Sociologia Económica, reúne contributos das teorias do desenvolvimento, da sociologia das organizações (em particular as abordagens Ecológica e Institucionalista) e da sociologia histórica. Na segunda metade do séc. XX foram muitos os países em desenvolvimento que tentaram criar uma indústria automóvel nacional através de políticas proteccionistas e de acordos com firmas multinacionais. Portugal também implementou a partir dos anos 60 uma indústria automóvel neste contexto, cujo desenvolvimento explicamos a partir da abordagem institucionalista, identificando os seus actores relevantes (Estado, elites nacionais e capital estrangeiro), os ambientes institucional e técnico (em particular a base tecnológica) e o padrão organizacional dominante.
Autores principais:Sousa, Maria Luísa de Castro Coelho de Oliveira e
Assunto:Indústria Automóvel Desenvolvimento Portugal Institucionalismo Sociologia Económica Automobile Industry Development Portugal Institutionalism Economic Sociology
Ano:2005
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A abordagem institucionalista do desenvolvimento difere de outras teorias do desenvolvimento na medida em que não identifica um único factor crítico, mas aproveita as contribuições destas teorias, das quais faz uma revisão crítica, propondo não uma explicação universalista, mas uma teoria de médio alcance, que destaca o papel dos actores relevantes e dos processos de legitimidade a ele inerentes. Retomando a tese da incrustação do económico no social, esta abordagem identifica os padrões de organização social definidos através de processos históricos e culturais, que privilegiam determinado tipo de organizações, e não outras, com características específicas no que diz respeito à sua dimensão, formas de relacionamento com os ambientes, ligações à economia global, etc. A abordagem institucionalista do desenvolvimento, cujo enquadramento teórico se situa claramente na Nova Sociologia Económica, reúne contributos das teorias do desenvolvimento, da sociologia das organizações (em particular as abordagens Ecológica e Institucionalista) e da sociologia histórica. Na segunda metade do séc. XX foram muitos os países em desenvolvimento que tentaram criar uma indústria automóvel nacional através de políticas proteccionistas e de acordos com firmas multinacionais. Portugal também implementou a partir dos anos 60 uma indústria automóvel neste contexto, cujo desenvolvimento explicamos a partir da abordagem institucionalista, identificando os seus actores relevantes (Estado, elites nacionais e capital estrangeiro), os ambientes institucional e técnico (em particular a base tecnológica) e o padrão organizacional dominante.