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Nasoduodenal enteric feeding in major burn patients

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Resumo:Queimaduras major causam um grande aumento do stress oxidativo, uma resposta inflamatória sistémica e um estado hipermetabólico e hipercatabólico persistente, diretamente relacionados com a extensão da área corporal afetada. Através de uma terapêutica nutricional apropriada, para além de se prevenir malnutrição, consegue-se ainda controlar ou, pelo menos, diminuir os estados patológicos anteriormente referidos. Por isso, o suporte nutricional é uma parte essencial do tratamento dos doentes com queimaduras graves. Se tolerada, deve ser colocada precocemente uma via entérica uma vez que, em comparação com a via parentérica, é mais fisiológica, preserva a função intestinal, está a associada a menos complicações e tem maior custo-benefício. No entanto, não é consensual qual das duas possibilidades de alimentação entérica é melhor, assumindo-se dois tipos: intra-gástrico e pós-pilórico. A alimentação pós-pilórica refere-se a tubos colocados após o piloro, tanto no duodeno como no jejuno e é principalmente considerada em doentes com intolerância gástrica, elevado risco de aspiração, refluxo gastro-esofágico severo ou após cirurgia gástrica. Nesta revisão abordaremos cada uma destas vias de alimentação em doentes com queimaduras graves, com foco particular na alimentação entérica naso-duodenal. Pretendemos juntar a informação mais recente relativa a este assunto, de forma a tornála de mais fácil acesso.
Autores principais:Pinto, Raquel Maldonado Ferreira
Assunto:Queimaduras major Nutrição Naso-duodenal Alimentação entérica Cirurgia plástica
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Queimaduras major causam um grande aumento do stress oxidativo, uma resposta inflamatória sistémica e um estado hipermetabólico e hipercatabólico persistente, diretamente relacionados com a extensão da área corporal afetada. Através de uma terapêutica nutricional apropriada, para além de se prevenir malnutrição, consegue-se ainda controlar ou, pelo menos, diminuir os estados patológicos anteriormente referidos. Por isso, o suporte nutricional é uma parte essencial do tratamento dos doentes com queimaduras graves. Se tolerada, deve ser colocada precocemente uma via entérica uma vez que, em comparação com a via parentérica, é mais fisiológica, preserva a função intestinal, está a associada a menos complicações e tem maior custo-benefício. No entanto, não é consensual qual das duas possibilidades de alimentação entérica é melhor, assumindo-se dois tipos: intra-gástrico e pós-pilórico. A alimentação pós-pilórica refere-se a tubos colocados após o piloro, tanto no duodeno como no jejuno e é principalmente considerada em doentes com intolerância gástrica, elevado risco de aspiração, refluxo gastro-esofágico severo ou após cirurgia gástrica. Nesta revisão abordaremos cada uma destas vias de alimentação em doentes com queimaduras graves, com foco particular na alimentação entérica naso-duodenal. Pretendemos juntar a informação mais recente relativa a este assunto, de forma a tornála de mais fácil acesso.