Publicação
Roteiros portugueses do Extremo Oriente: sua origem e evolução no século XVI
| Resumo: | Em 1511, Afonso de Albuquerque avançou com uma força naval sobre a cidade de Malaca que acabou por cair nas suas mãos, após algumas semanas de combates. A posse daquela cidade deu aos portugueses a chave para entrarem numa imensa região que não conheciam de todo e que começaram imediatamente a explorar. Logo nesse ano foram enviados navios ao Pegu e a Banda, a que se seguiram viagens a Sunda, a Sião e, pouco tempo depois, à China. Abriram-se em poucos anos várias rotas marítimas de comércio que interessavam aos portugueses, em zonas bastante diferenciadas, qualquer delas bastante complexa sob o ponto de vista náutico. Exigia-se um conhecimento apurado desses caminhos do mar e a elaboração dos respectivos roteiros, à semelhança do acontecera com o Atlântico e Índico ocidental, mas essa tarefa foi demorada. Para as duas vias entre Malaca e as Molucas só ocorreu nos anos trinta, e para o caminho da China deve ter ocorrido nos anos cinquenta e sessenta, numa fase de incremento do comércio oficial com esse país que culminou com o estabelecimento português em Macau, em 1557. Para este trabalho seleccionei as três rotas marítimas portuguesas que me pareceram mais importantes e paradigmáticas: os caminhos para as Molucas por Java e por Bornéu, e a via para norte até ao rio de Cantão. Reunindo o maior número de roteiros sobre as mesmas, fez-se o estudo comparado dos mesmos, procurando descobrir e compreender as opções dos pilotos, em função das condições físicas do meio. O objectivo é a reconstrução das rotas da forma mais detalhada que for possível, observando os pormenores náuticos específicos da navegação nos mares do Extremo Oriente. |
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| Autores principais: | Matos, Luís Jorge Rodrigues Semedo de |
| Assunto: | Descobrimentos portugueses - séc.16 Navegação marítima - séc.16 Roteiros - séc.16 Comércio - Ásia Oriental - séc.16 |
| Ano: | 2007 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Em 1511, Afonso de Albuquerque avançou com uma força naval sobre a cidade de Malaca que acabou por cair nas suas mãos, após algumas semanas de combates. A posse daquela cidade deu aos portugueses a chave para entrarem numa imensa região que não conheciam de todo e que começaram imediatamente a explorar. Logo nesse ano foram enviados navios ao Pegu e a Banda, a que se seguiram viagens a Sunda, a Sião e, pouco tempo depois, à China. Abriram-se em poucos anos várias rotas marítimas de comércio que interessavam aos portugueses, em zonas bastante diferenciadas, qualquer delas bastante complexa sob o ponto de vista náutico. Exigia-se um conhecimento apurado desses caminhos do mar e a elaboração dos respectivos roteiros, à semelhança do acontecera com o Atlântico e Índico ocidental, mas essa tarefa foi demorada. Para as duas vias entre Malaca e as Molucas só ocorreu nos anos trinta, e para o caminho da China deve ter ocorrido nos anos cinquenta e sessenta, numa fase de incremento do comércio oficial com esse país que culminou com o estabelecimento português em Macau, em 1557. Para este trabalho seleccionei as três rotas marítimas portuguesas que me pareceram mais importantes e paradigmáticas: os caminhos para as Molucas por Java e por Bornéu, e a via para norte até ao rio de Cantão. Reunindo o maior número de roteiros sobre as mesmas, fez-se o estudo comparado dos mesmos, procurando descobrir e compreender as opções dos pilotos, em função das condições físicas do meio. O objectivo é a reconstrução das rotas da forma mais detalhada que for possível, observando os pormenores náuticos específicos da navegação nos mares do Extremo Oriente. |
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