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Gestão de risco em farmácia hospitalar

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Resumo:Gestão de risco define-se como o processo de minimização ou eliminação de riscos através do desenvolvimento de sistemas que permitam identificar e analisar danos potenciais na prevenção de acidentes ou outros eventos adversos, de forma a que os seus efeitos e custos sejam minimizados. Estes princípios têm sido aplicados na área hospitalar, tendo em vista a segurança do doente e melhoria de cuidados prestados. Um dos aspetos mais visíveis da gestão de risco a nível hospitalar é a notificação de incidentes. Neste contexto, procurou-se analisar os eventos adversos notificados numa plataforma de reporte de incidentes de um hospital particular da região de Lisboa, de modo a determinar de que forma este sistema pode contribuir para a gestão de risco da instituição. A realização do presente trabalho permitiu identificar que os enfermeiros são os profissionais com maior número de incidências reportadas (78,4%) e os tipos de eventos mais notificados são as reações adversas a medicamentos (39,7%), omissão de medicamento (12,1%) e dose e/ou medicamento errado (16,3%). O evento mais reportado foram as reações adversas a meios de contraste, pelo que foram analisados individualmente e elaborado um manual de utilização segura destes medicamentos na unidade hospitalar. No que diz respeito ao circuito do medicamento, a fase com maior número de reportes foi a monitorização (39,7%), seguida da prescrição (25,9%). Os serviços com maior volume de notificações foram os de internamento (43,9%) e ambulatório (38,6%). Não foi reportado nenhum evento com dano severo para o doente. Foram identificadas oportunidades de melhoria, para as quais foram elaboradas sugestões, nomeadamente, formação aos profissionais e atualizações do sistema informático. Concluiu-se que, embora com algumas limitações, o sistema de reporte de incidências deve ser encarado como parte fundamental do processo de gestão de risco, devendo ser incentivado o seu uso por parte dos profissionais, através de ações de formação/consciencialização e feedback frequente da equipa de gestão de risco.
Autores principais:Escada, Telma Sofia Garrido
Assunto:Gestão de risco Notificação de incidentes Farmácia hospitalar Mestrado Integrado - 2018
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Gestão de risco define-se como o processo de minimização ou eliminação de riscos através do desenvolvimento de sistemas que permitam identificar e analisar danos potenciais na prevenção de acidentes ou outros eventos adversos, de forma a que os seus efeitos e custos sejam minimizados. Estes princípios têm sido aplicados na área hospitalar, tendo em vista a segurança do doente e melhoria de cuidados prestados. Um dos aspetos mais visíveis da gestão de risco a nível hospitalar é a notificação de incidentes. Neste contexto, procurou-se analisar os eventos adversos notificados numa plataforma de reporte de incidentes de um hospital particular da região de Lisboa, de modo a determinar de que forma este sistema pode contribuir para a gestão de risco da instituição. A realização do presente trabalho permitiu identificar que os enfermeiros são os profissionais com maior número de incidências reportadas (78,4%) e os tipos de eventos mais notificados são as reações adversas a medicamentos (39,7%), omissão de medicamento (12,1%) e dose e/ou medicamento errado (16,3%). O evento mais reportado foram as reações adversas a meios de contraste, pelo que foram analisados individualmente e elaborado um manual de utilização segura destes medicamentos na unidade hospitalar. No que diz respeito ao circuito do medicamento, a fase com maior número de reportes foi a monitorização (39,7%), seguida da prescrição (25,9%). Os serviços com maior volume de notificações foram os de internamento (43,9%) e ambulatório (38,6%). Não foi reportado nenhum evento com dano severo para o doente. Foram identificadas oportunidades de melhoria, para as quais foram elaboradas sugestões, nomeadamente, formação aos profissionais e atualizações do sistema informático. Concluiu-se que, embora com algumas limitações, o sistema de reporte de incidências deve ser encarado como parte fundamental do processo de gestão de risco, devendo ser incentivado o seu uso por parte dos profissionais, através de ações de formação/consciencialização e feedback frequente da equipa de gestão de risco.