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Biologia e genética da conservação da branca-portuguesa, Euchloe tagis (Hübner, 1804) em Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Branca-Portuguesa é uma espécie de borboleta (Insecta, Lepidoptera) cuja distribuição abarca a região Atlântico-Mediterrânica entre Portugal e Itália, Marrocos e Argélia, em núcleos fragmentados e divergentes do ponto de vista morfológico. O isolamento das suas populações advém fundamentalmente da sua especificidade ecológica na dependência de solos calcários onde se desenvolve um matagal mediterrânico de fácies calcícola e das plantas de que se alimentam as lagartas, as Assembleias. Este estudo, apoiado na importância das borboletas como elementos basilares nos ecossistemas, bem como na importância que a sua promoção representa para a conservação dos seus habitats, tem origem na lacuna de conhecimento existente sobre esta espécie em Portugal. A nível nacional, até ao presente apenas era conhecida uma única população, na Serra da Arrábida. A sinergia entre os dados cartográficos de distribuição dos calcários e das plantas alimentícias permitiu criar um mapa de distribuição potencial da espécie em Portugal e o trabalho de campo comprovou a existência de populações previamente desconhecidas no Alentejo e no Maciço Calcário Estremenho. Todos os locais de ocorrência partilham uma gama de características fundamentais para a sua subsistência. Através do seguimento e caracterização de todas as fases do seu ciclo-de-vida preencheu-se também uma outra lacuna de conhecimento. Através de um marcador molecular mitocondrial pretendeu-se avaliar o grau de diferenciação genética das populações europeias da espécie bem como inferir a sua história filogeográfica. E. tagis apresenta uma elevada diversidade genética não estruturada segundo a taxonomia e terá subsistido na Península durante o Quaternário em isolados policêntricos que sucessivamente entraram em contacto, tornando o padrão filogeográfico difuso. Com todos estes dados foi possível confrontar informação multidisciplinar para a conservação da Branca-Portuguesa, relevando-se a sua importância como espécie “guarda-chuva” e bio-indicadora de qualidade ecológica, podendo ser integrada, a par de outras espécies prioritárias como “espécie bandeira” dos seus habitats.
Autores principais:Marabuto, Eduardo Manuel Graça de Brito Valente, 1984-
Assunto:Entomologia Lepidoptera Biodiversidade Teses de mestrado - 2009
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Branca-Portuguesa é uma espécie de borboleta (Insecta, Lepidoptera) cuja distribuição abarca a região Atlântico-Mediterrânica entre Portugal e Itália, Marrocos e Argélia, em núcleos fragmentados e divergentes do ponto de vista morfológico. O isolamento das suas populações advém fundamentalmente da sua especificidade ecológica na dependência de solos calcários onde se desenvolve um matagal mediterrânico de fácies calcícola e das plantas de que se alimentam as lagartas, as Assembleias. Este estudo, apoiado na importância das borboletas como elementos basilares nos ecossistemas, bem como na importância que a sua promoção representa para a conservação dos seus habitats, tem origem na lacuna de conhecimento existente sobre esta espécie em Portugal. A nível nacional, até ao presente apenas era conhecida uma única população, na Serra da Arrábida. A sinergia entre os dados cartográficos de distribuição dos calcários e das plantas alimentícias permitiu criar um mapa de distribuição potencial da espécie em Portugal e o trabalho de campo comprovou a existência de populações previamente desconhecidas no Alentejo e no Maciço Calcário Estremenho. Todos os locais de ocorrência partilham uma gama de características fundamentais para a sua subsistência. Através do seguimento e caracterização de todas as fases do seu ciclo-de-vida preencheu-se também uma outra lacuna de conhecimento. Através de um marcador molecular mitocondrial pretendeu-se avaliar o grau de diferenciação genética das populações europeias da espécie bem como inferir a sua história filogeográfica. E. tagis apresenta uma elevada diversidade genética não estruturada segundo a taxonomia e terá subsistido na Península durante o Quaternário em isolados policêntricos que sucessivamente entraram em contacto, tornando o padrão filogeográfico difuso. Com todos estes dados foi possível confrontar informação multidisciplinar para a conservação da Branca-Portuguesa, relevando-se a sua importância como espécie “guarda-chuva” e bio-indicadora de qualidade ecológica, podendo ser integrada, a par de outras espécies prioritárias como “espécie bandeira” dos seus habitats.