Publicação
Comparison of rtPA doses in preclinical studies:
| Resumo: | As doenças cérebro-cardiovasculares são a causa líder da mortalidade globalmente e uma grande percentagem de casos deve-se apenas ao acidente vascular cerebral isquémico. O alteplase é o único fármaco aprovado para esta indicação pela Food and Drug Administration e pela European Medicines Agency. Apesar de demonstrar boa eficácia e benefícios a longo prazo na taxa de mortalidade, os efeitos secundários podem ser graves tais como a ocorrência de hemorragia intracranial e a danificação do tecido cerebral. Para além disso, só demonstra uma razão benefício-risco favorável quando administrado até 4.5 horas após o início dos sintomas. Com o objetivo de diminuir a incidência de efeitos secundários ou de prolongar a janela terapêutica do alteplase, têm sido desenvolvidos vários ensaios pré-clínicos. Apesar do notável esforço de vários autores, poucos estudos alcançam a translação clínica. O tipo de protocolo adotado, incluindo a dose selecionada, pode ser um dos fatores que influenciam o ‘bloqueio de translação’. Desde a publicação de estudos in vivo que demonstraram que a dose mais adequada em ensaios pré-clínicos foi de 10 mg/kg, poucos autores desafiaram ou tentaram replicar estes resultados. Foi apenas em 2010 que provaram que uma dose de 0.9 mg/kg era igualmente apropriada. A fim de avaliar e confirmar qual a dose que melhor mimetiza o acidente vascular cerebral isquémico humano, foi realizado um estudo experimental comparando três doses de alteplase. Numa segunda abordagem, foi realizada uma revisão sistemática (2012-2022) para analisar a frequência e variação das doses de alteplase utilizadas. Através do estudo experimental foi possível observar que a dose de 10 mg/kg não parece ser a dose que mais se assemelha à prática clínica, e que embora com taxas de trombólise inferiores às dos outros grupos, a dose de 0.9 mg/kg mostrou ser mais promissora na aproximação à prática clínica. A revisão sistemática confirmou a elevada heterogeneidade dos protocolos experimentais e das doses de alteplase utilizadas com maior prevalência na utilização da dose de 10 mg/kg. |
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| Autores principais: | Santos, Bárbara Rodrigues dos |
| Assunto: | Ischemic stroke Alteplase Preclinical studies Clinical translation Systematic review Mestrado integrado - 2022 |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As doenças cérebro-cardiovasculares são a causa líder da mortalidade globalmente e uma grande percentagem de casos deve-se apenas ao acidente vascular cerebral isquémico. O alteplase é o único fármaco aprovado para esta indicação pela Food and Drug Administration e pela European Medicines Agency. Apesar de demonstrar boa eficácia e benefícios a longo prazo na taxa de mortalidade, os efeitos secundários podem ser graves tais como a ocorrência de hemorragia intracranial e a danificação do tecido cerebral. Para além disso, só demonstra uma razão benefício-risco favorável quando administrado até 4.5 horas após o início dos sintomas. Com o objetivo de diminuir a incidência de efeitos secundários ou de prolongar a janela terapêutica do alteplase, têm sido desenvolvidos vários ensaios pré-clínicos. Apesar do notável esforço de vários autores, poucos estudos alcançam a translação clínica. O tipo de protocolo adotado, incluindo a dose selecionada, pode ser um dos fatores que influenciam o ‘bloqueio de translação’. Desde a publicação de estudos in vivo que demonstraram que a dose mais adequada em ensaios pré-clínicos foi de 10 mg/kg, poucos autores desafiaram ou tentaram replicar estes resultados. Foi apenas em 2010 que provaram que uma dose de 0.9 mg/kg era igualmente apropriada. A fim de avaliar e confirmar qual a dose que melhor mimetiza o acidente vascular cerebral isquémico humano, foi realizado um estudo experimental comparando três doses de alteplase. Numa segunda abordagem, foi realizada uma revisão sistemática (2012-2022) para analisar a frequência e variação das doses de alteplase utilizadas. Através do estudo experimental foi possível observar que a dose de 10 mg/kg não parece ser a dose que mais se assemelha à prática clínica, e que embora com taxas de trombólise inferiores às dos outros grupos, a dose de 0.9 mg/kg mostrou ser mais promissora na aproximação à prática clínica. A revisão sistemática confirmou a elevada heterogeneidade dos protocolos experimentais e das doses de alteplase utilizadas com maior prevalência na utilização da dose de 10 mg/kg. |
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