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Palliative extubation in pediatric patients in the intensive care unit and at home : a scoping review

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A maioria das mortes em idade pediátrica ocorre em hospitais, mais frequentemente em Unidades de Cuidados Intensivos. A Extubação Paliativa é um processo complexo, definido como a interrupção da ventilação mecânica em pacientes com quadros clínicos irreversíveis e intratáveis, cujo sofrimento associado ao prolongamento fútil do processo da morte se sobrepõe aos benefícios para o utente. Objetivos: Identificar sistematicamente, avaliar e sintetizar a evidência científica mais recentemente publicada no âmbito da Extubação Paliativa na população pediátrica, tanto nas Unidades de Cuidados Intensivos como em casa, bem como as perceções, experiências e práticas dos profissionais de saúde. Métodos: Três bases de dados eletrónicas (MEDLINE, EBSCO e Cochrane) foram sistematicamente pesquisadas por artigos publicados entre janeiro de 2018 e dezembro de 2022, sobre Extubação Paliativa em idade pediátrica, tanto nas Unidades de Cuidados Intensivos como em casa. Ferramentas relevantes para a avaliação dos artigos foram usadas, e os resultados subsequentes foram reportados de acordo com a “Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analysis Statement”. Resultados: Seis estudos foram incluídos nesta Revisão e Síntese Qualitativa. Os resultados e outros achados relevantes dos estudos elegíveis foram sintetizados em três grupos: “Extubação Paliativa na Unidade de Cuidados Intensivos”, “Extubação Paliativa em casa” e “Perceções, experiências e práticas dos profissionais de saúde envolvidos na Extubação Paliativa”. Conclusão: A provisão de extubação paliativa, em pacientes pediátricos selecionados, reveste-se de grande importância. Infelizmente, não existem normas de orientação clínica nem padronização relativas a esta forma de cuidados extremamente especializada. Numa era dominada pelos desenvolvimentos e melhorias tecnológicos, a realidade da prática de medidas fúteis e do prolongar do sofrimento não deve ser negligenciada. Considera-se investigação futura como basilar para uma melhor compreensão deste tema, o que poderá resultar numa prática de cuidados mais especializada, acertada e capacitada, beneficiando todos.
Autores principais:Neto, Joana Catarina Lopes de Carvalho
Assunto:Extubação das vias aéreas Atitude dos profissionais de saúde Revisão de escopo Pediatria Cuidados paliativos
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A maioria das mortes em idade pediátrica ocorre em hospitais, mais frequentemente em Unidades de Cuidados Intensivos. A Extubação Paliativa é um processo complexo, definido como a interrupção da ventilação mecânica em pacientes com quadros clínicos irreversíveis e intratáveis, cujo sofrimento associado ao prolongamento fútil do processo da morte se sobrepõe aos benefícios para o utente. Objetivos: Identificar sistematicamente, avaliar e sintetizar a evidência científica mais recentemente publicada no âmbito da Extubação Paliativa na população pediátrica, tanto nas Unidades de Cuidados Intensivos como em casa, bem como as perceções, experiências e práticas dos profissionais de saúde. Métodos: Três bases de dados eletrónicas (MEDLINE, EBSCO e Cochrane) foram sistematicamente pesquisadas por artigos publicados entre janeiro de 2018 e dezembro de 2022, sobre Extubação Paliativa em idade pediátrica, tanto nas Unidades de Cuidados Intensivos como em casa. Ferramentas relevantes para a avaliação dos artigos foram usadas, e os resultados subsequentes foram reportados de acordo com a “Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analysis Statement”. Resultados: Seis estudos foram incluídos nesta Revisão e Síntese Qualitativa. Os resultados e outros achados relevantes dos estudos elegíveis foram sintetizados em três grupos: “Extubação Paliativa na Unidade de Cuidados Intensivos”, “Extubação Paliativa em casa” e “Perceções, experiências e práticas dos profissionais de saúde envolvidos na Extubação Paliativa”. Conclusão: A provisão de extubação paliativa, em pacientes pediátricos selecionados, reveste-se de grande importância. Infelizmente, não existem normas de orientação clínica nem padronização relativas a esta forma de cuidados extremamente especializada. Numa era dominada pelos desenvolvimentos e melhorias tecnológicos, a realidade da prática de medidas fúteis e do prolongar do sofrimento não deve ser negligenciada. Considera-se investigação futura como basilar para uma melhor compreensão deste tema, o que poderá resultar numa prática de cuidados mais especializada, acertada e capacitada, beneficiando todos.