Publicação
Estudos de actividade inibidora de acetilcolinesterase e actividade antioxidante por derivados de colina de ácidos cafeico, cinâmico e rosmarínico: metabolismo in vitro destes compostos
| Resumo: | A doenca de Alzheimer (AD) e considerada a forma mais comum de demência na populacao idosa. O cérebro de um doente de AD é caracterizado por uma deficiência na neurotransmissão colinergica central, principalmente pela diminuição de acetilcolina. Um dos tratamentos para esta doença é a utilizacao de inibidores de acetilcolinesterase, enzima responsável pela degradação da acetilcolina. Por outro lado, a inflamação e o stress oxidativo são algumas das causas desta doença, pelo que pensa-se que a acção de antioxidantes poderá contribuir também para o seu tratamento. Neste trabalho estudou-se a actividade inibidora de acetilcolinesterase e a actividade antioxidante de compostos fenólicos, devido às suas propriedades antioxidantes, e respectivos ésteres de colina sintetizados, com o intuito de encontrar compostos mais eficazes. De todos os compostos fenólicos estudados (ácidos cafeico, cinâmico, rosmarínico, 3,4- dimetoxicinâmico e trolox), o ácido rosmarínico apresentou maior actividade antioxidante, EC50 = 6,38 μM, e melhor capacidade de inibir o enzima, IC50 = 1,2 mM. Contudo, observou-se que a introdução do grupo colina, aumentou o poder de inibição do enzima, obtendo-se IC50 mais baixos. Assim, de todos os compostos estudados, o 3,4-dimetoxicinamato de colina exibiu melhor capacidade de inibir o enzima, IC50 = 7,3 μM. O estudo do metabolismo pelo tracto digestivo evidenciou que, à excepção do trolox, nenhum composto é degradado no suco gástrico. No suco pancreático, ao contrário dos ácidos, os ésteres de colina são degradados, sendo o 3,4-dimetoxicinamato de colina o que apresenta uma biodisponibilidade maior. Dadas as propriedades apresentadas do 3,4-dimetoxicinamato de colina, estudou-se o metabolismo deste em células Caco-2, juntamente com o correspondente ácido. Por fim, foram realizados estudos preliminares para permeacao do 3,4- dimetoxicinamato de colina pela barreira intestinal, usando lipossomas para encapsular o ácido cafeico como modelo inicial. |
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| Autores principais: | Santos, Susana Isabel Pólvora |
| Assunto: | Doença de Alzheimer Inibidores da AChE Actividade antioxidante Compostos fenólicos Biodisponibilidade Teses de mestrado - 2009 |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A doenca de Alzheimer (AD) e considerada a forma mais comum de demência na populacao idosa. O cérebro de um doente de AD é caracterizado por uma deficiência na neurotransmissão colinergica central, principalmente pela diminuição de acetilcolina. Um dos tratamentos para esta doença é a utilizacao de inibidores de acetilcolinesterase, enzima responsável pela degradação da acetilcolina. Por outro lado, a inflamação e o stress oxidativo são algumas das causas desta doença, pelo que pensa-se que a acção de antioxidantes poderá contribuir também para o seu tratamento. Neste trabalho estudou-se a actividade inibidora de acetilcolinesterase e a actividade antioxidante de compostos fenólicos, devido às suas propriedades antioxidantes, e respectivos ésteres de colina sintetizados, com o intuito de encontrar compostos mais eficazes. De todos os compostos fenólicos estudados (ácidos cafeico, cinâmico, rosmarínico, 3,4- dimetoxicinâmico e trolox), o ácido rosmarínico apresentou maior actividade antioxidante, EC50 = 6,38 μM, e melhor capacidade de inibir o enzima, IC50 = 1,2 mM. Contudo, observou-se que a introdução do grupo colina, aumentou o poder de inibição do enzima, obtendo-se IC50 mais baixos. Assim, de todos os compostos estudados, o 3,4-dimetoxicinamato de colina exibiu melhor capacidade de inibir o enzima, IC50 = 7,3 μM. O estudo do metabolismo pelo tracto digestivo evidenciou que, à excepção do trolox, nenhum composto é degradado no suco gástrico. No suco pancreático, ao contrário dos ácidos, os ésteres de colina são degradados, sendo o 3,4-dimetoxicinamato de colina o que apresenta uma biodisponibilidade maior. Dadas as propriedades apresentadas do 3,4-dimetoxicinamato de colina, estudou-se o metabolismo deste em células Caco-2, juntamente com o correspondente ácido. Por fim, foram realizados estudos preliminares para permeacao do 3,4- dimetoxicinamato de colina pela barreira intestinal, usando lipossomas para encapsular o ácido cafeico como modelo inicial. |
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