Publicação
Recursos micológicos do montado de sobro
| Resumo: | O inventário de cogumelos silvestres, visando a avaliação da abundância e diversidade de espécies, é uma ferramenta de grande utilidade na exploração deste recurso. Pretendeu-se com este trabalho caraterizar as comunidades macrofúngicas quanto à composição, abundância e diversidade, em quatro montados de sobro sujeitos a diferentes técnicas de gestão, situados na Serra de Grândola, no Sul de Portugal. Em cada montado delimitou-se uma parcela, com uma área de 1 ha, na qual foram identificadas todas as árvores presentes. O inventário micológico foi realizado durante a estação outonal de 2010, uma vez por semana, sempre que as condições meteorológicas o permitiram. Os cogumelos foram identificados até à espécie ou género, com recurso fundamentalmente a características morfológicas. Para cada parcela determinou-se a abundância e diversidade de espécies macrofúngicas e o espetro biológico. Calculou-se ainda o índice de similaridade de Jaccard de modo a avaliar diferenças na composição das comunidades entre as parcelas de estudo. A frequência/abundância foi determinada através da contagem do número de árvores onde dada espécie ocorre. Em toda a área de estudo foram registadas 132 espécies de macrofungos. Os géneros mais abundantes foram Laccaria, Russula e Cortinarius, sendo Laccaria laccata a espécie mais frequente. Dentro das espécies com interesse gastronómico destacam-se: Amanita caesarea, Boletus aereus, Lactarius deliciosus e Macrolepiota procera. As diferenças encontradas na composição macrofúngica revelam que as técnicas de gestão florestal, nomeadamente a forma como os matos são controlados, podem influenciar a ocorrência de cogumelos com valor gastronómico e/ou económico. Neste contexto, a adoção de técnicas que fomentem e valorizem os recursos micológicos associados ao montado de sobro surge como instrumento essencial para a futura sustentabilidade deste ecossistema |
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| Autores principais: | Barrento, M.J. |
| Outros Autores: | Ramos, Ana Paula; Azevedo Gomes, A.; Machado, H. |
| Assunto: | cogumelos silvestres inventário micológico técnicas de gestão valorização |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O inventário de cogumelos silvestres, visando a avaliação da abundância e diversidade de espécies, é uma ferramenta de grande utilidade na exploração deste recurso. Pretendeu-se com este trabalho caraterizar as comunidades macrofúngicas quanto à composição, abundância e diversidade, em quatro montados de sobro sujeitos a diferentes técnicas de gestão, situados na Serra de Grândola, no Sul de Portugal. Em cada montado delimitou-se uma parcela, com uma área de 1 ha, na qual foram identificadas todas as árvores presentes. O inventário micológico foi realizado durante a estação outonal de 2010, uma vez por semana, sempre que as condições meteorológicas o permitiram. Os cogumelos foram identificados até à espécie ou género, com recurso fundamentalmente a características morfológicas. Para cada parcela determinou-se a abundância e diversidade de espécies macrofúngicas e o espetro biológico. Calculou-se ainda o índice de similaridade de Jaccard de modo a avaliar diferenças na composição das comunidades entre as parcelas de estudo. A frequência/abundância foi determinada através da contagem do número de árvores onde dada espécie ocorre. Em toda a área de estudo foram registadas 132 espécies de macrofungos. Os géneros mais abundantes foram Laccaria, Russula e Cortinarius, sendo Laccaria laccata a espécie mais frequente. Dentro das espécies com interesse gastronómico destacam-se: Amanita caesarea, Boletus aereus, Lactarius deliciosus e Macrolepiota procera. As diferenças encontradas na composição macrofúngica revelam que as técnicas de gestão florestal, nomeadamente a forma como os matos são controlados, podem influenciar a ocorrência de cogumelos com valor gastronómico e/ou económico. Neste contexto, a adoção de técnicas que fomentem e valorizem os recursos micológicos associados ao montado de sobro surge como instrumento essencial para a futura sustentabilidade deste ecossistema |
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