Publicação
Efeito da estirpe e do sexo no rendimento de carcaça e qualidade nutricional da fração lipídica na carne de pato
| Resumo: | Devido à ausência de estudos em que avaliam os diferentes parâmetros das carcaças, bem como a fração lipídica da carne, das principais estirpes de pato produzidas em Portugal, os autores acharam pertinente a realização deste estudo. Posto isto, o presente estudo teve como objetivo avaliar o efeito da estirpe e do sexo no rendimento das carcaças, caracterizar a composição de ácidos gordos e quantificar os teores de colesterol total e de vitamina E na carne de pato Pequim (Anas platyrhynchos). Foram determinados vários parâmetros das carcaças, de 50 patos Pequim de produção intensiva, 25 exemplares da estirpe Cherry Valley (17 machos e 8 fêmeas) e 25 exemplares da estirpe Grimaud (18 machos e 7 fêmeas). A caracterização dos ácidos gordos foi realizada por cromatografia gasosa com detetor de ionização de chama, e a determinação dos teores de colesterol total e de vitamina E foram efetuados por cromatografia líquida de alta pressão. Ao avaliar o efeito da estirpe e do sexo nos pesos e nos rendimentos, a estirpe Cherry Valley teve pesos de asa (P<0,01), de moela (P<0,05) e de patas (P<0,01) significativamente superiores, enquanto a estirpe Grimaud teve pesos e proporções de gordura abdominal (P<0,01), e proporções de pescoço (P<0,05) significativamente superiores. Os machos tiveram pesos vivos ao abate (P<0,01), de carcaças eviscerada (P<0,01) e refrigerada (P<0,05), peito (P<0,05), perna (P<0,01), asa (P<0,01), moela (P<0,05), cabeça (P<0,05), de patas (P<0,01) e de canastro (P<0,01), significativamente superiores, e as fêmeas tiveram proporções de gordura abdominal nas carcaças significativamente (P<0,01) maiores. Em relação ao rendimento de carcaça entre as estirpes e os sexos, não se verificaram diferenças estatisticamente significativas (P>0,05). Independentemente da estirpe e do sexo, a carne de pato caracterizou-se por um perfil de ácidos gordos maioritariamente constituído por PUFA (32,1 a 41,2 g/100g de ácidos gordos mais dimetilacetais), sendo que a qualidade nutricional da fração lipídica da carne era mais favorável na perna do que no peito, a qual se traduziu por um menor (P<0,01) teor de SFA, maior (P<0,01) teor de MUFA, maior (P<0,01) P/S e menor (P<0,01) IA. Também foram identificados 3 dimetilacetais na carne de pato (DMA-16:0, DMA-18:0 e DMA-18:1). Os teores de colesterol total e α-tocoferol na carne de pato variaram entre 25,5 e 46,1 mg/100g de carne, e entre 2,9 e 8,6 µg/g de carne, respetivamente, sendo estes teores significativamente superiores no peito (P<0,01), e na estirpe Cherry Valley (P<0,05). |
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| Autores principais: | Batarda, Rui Miguel Rodrigues Soares |
| Assunto: | Pato Pequim Estirpe Sexo Rendimento de carcaça Fração lipídica White Pekin duck Strain Sex Carcass yield Lipid fraction |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Devido à ausência de estudos em que avaliam os diferentes parâmetros das carcaças, bem como a fração lipídica da carne, das principais estirpes de pato produzidas em Portugal, os autores acharam pertinente a realização deste estudo. Posto isto, o presente estudo teve como objetivo avaliar o efeito da estirpe e do sexo no rendimento das carcaças, caracterizar a composição de ácidos gordos e quantificar os teores de colesterol total e de vitamina E na carne de pato Pequim (Anas platyrhynchos). Foram determinados vários parâmetros das carcaças, de 50 patos Pequim de produção intensiva, 25 exemplares da estirpe Cherry Valley (17 machos e 8 fêmeas) e 25 exemplares da estirpe Grimaud (18 machos e 7 fêmeas). A caracterização dos ácidos gordos foi realizada por cromatografia gasosa com detetor de ionização de chama, e a determinação dos teores de colesterol total e de vitamina E foram efetuados por cromatografia líquida de alta pressão. Ao avaliar o efeito da estirpe e do sexo nos pesos e nos rendimentos, a estirpe Cherry Valley teve pesos de asa (P<0,01), de moela (P<0,05) e de patas (P<0,01) significativamente superiores, enquanto a estirpe Grimaud teve pesos e proporções de gordura abdominal (P<0,01), e proporções de pescoço (P<0,05) significativamente superiores. Os machos tiveram pesos vivos ao abate (P<0,01), de carcaças eviscerada (P<0,01) e refrigerada (P<0,05), peito (P<0,05), perna (P<0,01), asa (P<0,01), moela (P<0,05), cabeça (P<0,05), de patas (P<0,01) e de canastro (P<0,01), significativamente superiores, e as fêmeas tiveram proporções de gordura abdominal nas carcaças significativamente (P<0,01) maiores. Em relação ao rendimento de carcaça entre as estirpes e os sexos, não se verificaram diferenças estatisticamente significativas (P>0,05). Independentemente da estirpe e do sexo, a carne de pato caracterizou-se por um perfil de ácidos gordos maioritariamente constituído por PUFA (32,1 a 41,2 g/100g de ácidos gordos mais dimetilacetais), sendo que a qualidade nutricional da fração lipídica da carne era mais favorável na perna do que no peito, a qual se traduziu por um menor (P<0,01) teor de SFA, maior (P<0,01) teor de MUFA, maior (P<0,01) P/S e menor (P<0,01) IA. Também foram identificados 3 dimetilacetais na carne de pato (DMA-16:0, DMA-18:0 e DMA-18:1). Os teores de colesterol total e α-tocoferol na carne de pato variaram entre 25,5 e 46,1 mg/100g de carne, e entre 2,9 e 8,6 µg/g de carne, respetivamente, sendo estes teores significativamente superiores no peito (P<0,01), e na estirpe Cherry Valley (P<0,05). |
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