Publicação
Dimensão depressiva da personalidade e auto-percepção do envelhecimento em idosos
| Resumo: | O presente estudo visa analisar, num grupo de idosos pertencentes à população normal: (1) a dimensão depressiva da personalidade (estilos de personalidade mais dependente ou mais auto-crítico); (2) as auto-percepções de envelhecimento e (3) a relação entre a dimensão depressiva da personalidade (estilo de personalidade mais dependente ou mais auto-crítico) e a percepção que o idoso tem acerca do seu processo de envelhecimento. Para avaliar a dimensão depressiva da personalidade recorreu-se à versão portuguesa do Questionário de Experiências Depressivas – QED (Blatt, D’Afflitti, & Quinlan, 1976; Campos, 2000). A auto-percepção do envelhecimento foi avaliada através da versão portuguesa do Questionário de Percepções de Envelhecimento – QPE (Barker, O’Hanlon, McGee, Hickey, & Conroy, 2007; Claudino, s.d.). Participaram no estudo 100 idosos, de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 65 e os 89 anos. Os resultados mostram que não existem diferenças significativas entre os resultados obtidos pelos idosos nas três escalas do QED. O sexo feminino apresenta resultados superiores na escala de Dependência enquanto que, o sexo masculino apresenta resultados superiores na escala de Auto-criticismo, apesar das diferenças não serem significativas. Não existem variações entre os níveis de Dependência e de Auto-criticismo em função da idade. Relativamente à auto-percepção do envelhecimento, resultados elevados em dimensões responsáveis por auto-percepções adaptativas apontam para a predominância de auto-percepções de envelhecimento positivas. Os sexos masculino e feminino não se distinguem, significativamente, relativamente à auto-percepção do envelhecimento. Os resultados apontam para que a auto-percepção do envelhecimento tenda a tornar-se menos adaptativa e mais negativa, em função da idade. Relativamente à relação entre os dois estilos de personalidade e a auto-percepção do envelhecimento, salienta-se que idosos com um estilo de personalidade mais dependente apresentam um maior sentimento de controlo sobre as experiências negativas relacionadas ao envelhecimento. |
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| Autores principais: | Junqueira, Diana Sofia Pereira |
| Assunto: | Depressão (psicologia) Idosos Envelhecimento Teses de mestrado - 2010 |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente estudo visa analisar, num grupo de idosos pertencentes à população normal: (1) a dimensão depressiva da personalidade (estilos de personalidade mais dependente ou mais auto-crítico); (2) as auto-percepções de envelhecimento e (3) a relação entre a dimensão depressiva da personalidade (estilo de personalidade mais dependente ou mais auto-crítico) e a percepção que o idoso tem acerca do seu processo de envelhecimento. Para avaliar a dimensão depressiva da personalidade recorreu-se à versão portuguesa do Questionário de Experiências Depressivas – QED (Blatt, D’Afflitti, & Quinlan, 1976; Campos, 2000). A auto-percepção do envelhecimento foi avaliada através da versão portuguesa do Questionário de Percepções de Envelhecimento – QPE (Barker, O’Hanlon, McGee, Hickey, & Conroy, 2007; Claudino, s.d.). Participaram no estudo 100 idosos, de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 65 e os 89 anos. Os resultados mostram que não existem diferenças significativas entre os resultados obtidos pelos idosos nas três escalas do QED. O sexo feminino apresenta resultados superiores na escala de Dependência enquanto que, o sexo masculino apresenta resultados superiores na escala de Auto-criticismo, apesar das diferenças não serem significativas. Não existem variações entre os níveis de Dependência e de Auto-criticismo em função da idade. Relativamente à auto-percepção do envelhecimento, resultados elevados em dimensões responsáveis por auto-percepções adaptativas apontam para a predominância de auto-percepções de envelhecimento positivas. Os sexos masculino e feminino não se distinguem, significativamente, relativamente à auto-percepção do envelhecimento. Os resultados apontam para que a auto-percepção do envelhecimento tenda a tornar-se menos adaptativa e mais negativa, em função da idade. Relativamente à relação entre os dois estilos de personalidade e a auto-percepção do envelhecimento, salienta-se que idosos com um estilo de personalidade mais dependente apresentam um maior sentimento de controlo sobre as experiências negativas relacionadas ao envelhecimento. |
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