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Trajetórias de Mobilidade Estudantil Internacional : estudantes brasileiros no ensino superior em Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As relações coloniais entre o Brasil e Portugal garantiram, durante muito tempo, a mobilidade de uma elite brasileira que pretendia formar-se na Universidade de Coimbra. No entanto, foi somente no século XXI que o fluxo dos estudantes brasileiros para o ensino superior português se intensificou, constituindo, desde 2008/2009, o maior grupo de estudantes internacionais em Portugal. Este trabalho pretende analisar as motivações dos estudantes brasileiros do ensino superior para estudar num país estrangeiro, escolher Portugal, e ainda identificar os fatores mais relevantes, de ordem individual, relacional e coletiva, que motivaram a escolha da universidade e da localidade de destino. Para tal, este estudo de caso utilizou uma triangulação metodológica, combinando dados qualitativos e quantitativos, de fontes secundárias de informação e de recolha direta (entrevistas e questionários). Foram realizadas 63 entrevistas em profundidade, a dirigentes universitários e estudantes, para além de um inquérito online, dirigido aos estudantes, que contou com 449 respostas válidas. Os resultados obtidos permitiram concluir que a motivação para estudar no estrangeiro, bem como a escolha do país, da universidade e da localidade de destino, constituem um processo complexo, resultante da interação de diferentes tipos de fatores. As motivações para estudar fora do Brasil, e para a escolha de Portugal, prenderam-se, sobretudo, com fatores de ordem individual, como ter uma experiência de vida e/ou académica no exterior, e com o capital linguístico e cultural dos estudantes. A escolha da universidade teve em conta, fundamentalmente, fatores coletivos e relacionais como, o prestígio da instituição de ensino, a existência do curso pretendido e de redes de conhecimento com estudantes que frequentavam, ou já tinham frequentado, esta instituição, para além das relações de cooperação (convênios) que as universidades portuguesas mantinham com as brasileiras. A escolha da localidade relacionou-se com a proximidade à universidade e com a qualidade de vida.
Autores principais:Chatti Iorio, Juliana
Assunto:Teses de doutoramento - 2018
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As relações coloniais entre o Brasil e Portugal garantiram, durante muito tempo, a mobilidade de uma elite brasileira que pretendia formar-se na Universidade de Coimbra. No entanto, foi somente no século XXI que o fluxo dos estudantes brasileiros para o ensino superior português se intensificou, constituindo, desde 2008/2009, o maior grupo de estudantes internacionais em Portugal. Este trabalho pretende analisar as motivações dos estudantes brasileiros do ensino superior para estudar num país estrangeiro, escolher Portugal, e ainda identificar os fatores mais relevantes, de ordem individual, relacional e coletiva, que motivaram a escolha da universidade e da localidade de destino. Para tal, este estudo de caso utilizou uma triangulação metodológica, combinando dados qualitativos e quantitativos, de fontes secundárias de informação e de recolha direta (entrevistas e questionários). Foram realizadas 63 entrevistas em profundidade, a dirigentes universitários e estudantes, para além de um inquérito online, dirigido aos estudantes, que contou com 449 respostas válidas. Os resultados obtidos permitiram concluir que a motivação para estudar no estrangeiro, bem como a escolha do país, da universidade e da localidade de destino, constituem um processo complexo, resultante da interação de diferentes tipos de fatores. As motivações para estudar fora do Brasil, e para a escolha de Portugal, prenderam-se, sobretudo, com fatores de ordem individual, como ter uma experiência de vida e/ou académica no exterior, e com o capital linguístico e cultural dos estudantes. A escolha da universidade teve em conta, fundamentalmente, fatores coletivos e relacionais como, o prestígio da instituição de ensino, a existência do curso pretendido e de redes de conhecimento com estudantes que frequentavam, ou já tinham frequentado, esta instituição, para além das relações de cooperação (convênios) que as universidades portuguesas mantinham com as brasileiras. A escolha da localidade relacionou-se com a proximidade à universidade e com a qualidade de vida.