Publicação
A formação de professores de português, língua segunda (PL2) em Angola o caso da universidade Katyavala Bwila/Benguela
| Resumo: | A língua portuguesa em Angola é considerada língua oficial e detém um estatuto institucional, sendo reconhecida como factor de unificação de uma nação multilingue, exclusiva na governação, órgãos de comunicação social, na comunicação no exército, prevalecente na produção literária e no conhecimento científico e, não menos importante, língua de intermediação no concerto de outros Estados, mormente da CPLP. Língua exclusiva de escolarização, é hoje língua materna de muitos angolanos, sobretudo da geração do período pós-independência, situação que muito deve à dinâmica de conflitos pós-coloniais. No período de vigência do regime colonial, o sistema educativo esteve estruturado em língua portuguesa, tendo sido marginalizadas as línguas faladas pelo povo angolano. No período pós-independência (desde 1975), o ensino continuou a ter as peculiaridades herdadas da doutrina anterior. Todavia, em 1978, criou-se o Instituto Nacional de Línguas (actual Instituto de Línguas Nacionais), órgão incumbido de investigar e organizar a estrutura de base científica das línguas nacionais, visando a sua valorização como parte da identidade cultural do povo angolano e perspectivar a sua inserção no sistema educativo. Neste sentido, em 1987, foi divulgado, a título experimental, o alfabeto de seis línguas nacionais mais faladas, nomeadamente: Kikoongo, Kimbundu, Umbundu, Cokwé, Mbunda e Oshykwanyama. Depois de várias tentativas, a Reforma Educativa de 2001 orientava o Ministério da Educação no sentido de implementar a escolarização das línguas nacionais, de forma faseada, tendo como ponto de partida as regiões de maior influência de cada língua. Em 2005, foram introduzidas em várias escolas do país disciplinas em línguas nacionais, iniciando-se, deste modo, o ensaio de uma educação bilingue. Em função desta perspectiva, a formação de professores torna-se imprescindível e decisiva para o desenvolvimento das suas competências para os novos desafios que a sociedade se propõe atingir. Assim, o objectivo fundamental do presente trabalho é o de analisar, avaliar, sensibilizar e motivar os diferentes segmentos da sociedade sobre a importância da educação bilingue e, contribuir, desta forma, para a construção de uma sociedade mais justa e mais inclusiva em termos de direitos linguísticos, como vem sugerido no tema sobre o processo de “Formação de Professores de Português, Língua Segunda (PL2) em Angola, com ênfase na Linguística do Português ministrado pela Universidade Katyavala Bwila, na Província de Benguela”. |
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| Autores principais: | Chicumba, Mateus Segunda |
| Assunto: | Língua portuguesa - Estudo e ensino - Angola Professores de português - Formação - Angola Ensino bilingue - Angola Língua materna e língua segunda (Ensino de línguas) Teses de mestrado - 2012 |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A língua portuguesa em Angola é considerada língua oficial e detém um estatuto institucional, sendo reconhecida como factor de unificação de uma nação multilingue, exclusiva na governação, órgãos de comunicação social, na comunicação no exército, prevalecente na produção literária e no conhecimento científico e, não menos importante, língua de intermediação no concerto de outros Estados, mormente da CPLP. Língua exclusiva de escolarização, é hoje língua materna de muitos angolanos, sobretudo da geração do período pós-independência, situação que muito deve à dinâmica de conflitos pós-coloniais. No período de vigência do regime colonial, o sistema educativo esteve estruturado em língua portuguesa, tendo sido marginalizadas as línguas faladas pelo povo angolano. No período pós-independência (desde 1975), o ensino continuou a ter as peculiaridades herdadas da doutrina anterior. Todavia, em 1978, criou-se o Instituto Nacional de Línguas (actual Instituto de Línguas Nacionais), órgão incumbido de investigar e organizar a estrutura de base científica das línguas nacionais, visando a sua valorização como parte da identidade cultural do povo angolano e perspectivar a sua inserção no sistema educativo. Neste sentido, em 1987, foi divulgado, a título experimental, o alfabeto de seis línguas nacionais mais faladas, nomeadamente: Kikoongo, Kimbundu, Umbundu, Cokwé, Mbunda e Oshykwanyama. Depois de várias tentativas, a Reforma Educativa de 2001 orientava o Ministério da Educação no sentido de implementar a escolarização das línguas nacionais, de forma faseada, tendo como ponto de partida as regiões de maior influência de cada língua. Em 2005, foram introduzidas em várias escolas do país disciplinas em línguas nacionais, iniciando-se, deste modo, o ensaio de uma educação bilingue. Em função desta perspectiva, a formação de professores torna-se imprescindível e decisiva para o desenvolvimento das suas competências para os novos desafios que a sociedade se propõe atingir. Assim, o objectivo fundamental do presente trabalho é o de analisar, avaliar, sensibilizar e motivar os diferentes segmentos da sociedade sobre a importância da educação bilingue e, contribuir, desta forma, para a construção de uma sociedade mais justa e mais inclusiva em termos de direitos linguísticos, como vem sugerido no tema sobre o processo de “Formação de Professores de Português, Língua Segunda (PL2) em Angola, com ênfase na Linguística do Português ministrado pela Universidade Katyavala Bwila, na Província de Benguela”. |
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