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Diabetes tipo II e obesidade

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Resumo:A obesidade e a diabetes mellitus tipo II podem existir simultaneamente pois a obesidade, a presença de gordura intra-abdominal, maus hábitos alimentares e o sedentarismo dificultam a produção de insulina pelas células pancreáticas. A obesidade é considerada como um dos principais factores de risco para o diabetes tipo II. Actualmente, o consumo excessivo de alimentos calóricos e o sedentarismo favorecem a acumulação de lípidos ao nível do tecido adiposo que, rapidamente, excede a sua capacidade de armazenamento e liporegulação. A sobrecarga lipídica ao nível dos adipócitos centrais inicia uma resposta inflamatória e uma disfunção a esse nível. Por outro lado, as citocinas pró-inflamatórias, que se acumulam no fígado e tecido muscular, activam o mecanismo de resistência insulínica, o mesmo mecanismo que é activado no caso de uma infecção ou stress. Uma vez que a resistência à insulina foi um processo fisiológico utilizado pelo Homem para sobreviver nos períodos de fome, pensa-se que o mesmo mecanismo crónico é activado de forma inapropriada, conduzindo ao aparecimento do síndrome metabólico.
Autores principais:Afonso, Carolina Francisco da Paz
Assunto:Diabetes mellitus Mestrado Integrado - 2015 Obesidade Resistência à insulina Síndrome metabólico
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A obesidade e a diabetes mellitus tipo II podem existir simultaneamente pois a obesidade, a presença de gordura intra-abdominal, maus hábitos alimentares e o sedentarismo dificultam a produção de insulina pelas células pancreáticas. A obesidade é considerada como um dos principais factores de risco para o diabetes tipo II. Actualmente, o consumo excessivo de alimentos calóricos e o sedentarismo favorecem a acumulação de lípidos ao nível do tecido adiposo que, rapidamente, excede a sua capacidade de armazenamento e liporegulação. A sobrecarga lipídica ao nível dos adipócitos centrais inicia uma resposta inflamatória e uma disfunção a esse nível. Por outro lado, as citocinas pró-inflamatórias, que se acumulam no fígado e tecido muscular, activam o mecanismo de resistência insulínica, o mesmo mecanismo que é activado no caso de uma infecção ou stress. Uma vez que a resistência à insulina foi um processo fisiológico utilizado pelo Homem para sobreviver nos períodos de fome, pensa-se que o mesmo mecanismo crónico é activado de forma inapropriada, conduzindo ao aparecimento do síndrome metabólico.