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Fenologia e Fertilidade de cvs. Femininas ('Hayward', 'Earligreen®', 'Tsechelidis®', 'Soreli®') e cvs. Masculinas ('Autari®', 'M56', 'Chieftain', 'P1', 'Belén®') de Actinídea na região do Entre Douro e Minho

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O objectivo deste estudo é investigar a adaptação de novas cultivares de actinídea à região do Minho. Investigaram-se 3 novas cultivares femininas (Tsechelidis®, Soreli® e Earligreen®) e 5 cultivares masculinas (Chieftain, P1, Autari®, M56 e Belén®). Foi feito um levantamento fenológico destas cultivares para investigar a sincronia entre cultivares masculinas e femininas. Foram calculados os índices fisiológicos de abrolhamento (IA), abrolhamento fértil (IAF) e fertilidade (IF); e foi testada a capacidade germinativa do pólen das cultivares masculinas. O estudo mostrou que a cultivar Tsechelidis® é uma cultivar promissora, já que tem um IA de 56%±5 e um IAF de 38%±8. No entanto, apresentou-se mais precoce (1 semana) que a cultivar Hayward para as mesmas condições. É, portanto, necessário ter especial cuidado na selecção das cultivares masculinas a emparelhar com esta cultivar. A cultivar masculina P1 apresentou a melhor sincronia com a ‘Tsechelidis®’, embora o seu pólen não apresentasse a melhor viabilidade germinativa, mediana de 76%, IQR=71-83%. A cultivar Earligreen® demonstrou ser também muito promissora já que é fenologicamente similar à cultivar Hayward, embora com um índice de fertilidade superior (IF = 3,6 ± 0,4). As cultivares masculinas que apresentaram melhor sincronia com esta cultivar foram as cultivares M56 e Autari®, possuindo também pólen com excelente capacidade germinativa (mediana de 92,5% (IQR=90-97%) e 90,7% (IQR=87-93%), respectivamente. Já a cultivar Soreli® apresentou uma floração muito precoce (1 mês anterior à da ‘Hayward’). No entanto, não apresentou praticamente sincronia com a cultivar masculina Belén®, originando-se no final frutos maioritariamente com calibres não comerciais. Assim, para esta cultivar é necessário seleccionar uma cultivar masculina melhor adaptada para as condições do Minho
Autores principais:Alves, João Pedro de Matos
Assunto:actinidia adaptação fenologia fertilidade polinização viabilidade do grão de polen
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O objectivo deste estudo é investigar a adaptação de novas cultivares de actinídea à região do Minho. Investigaram-se 3 novas cultivares femininas (Tsechelidis®, Soreli® e Earligreen®) e 5 cultivares masculinas (Chieftain, P1, Autari®, M56 e Belén®). Foi feito um levantamento fenológico destas cultivares para investigar a sincronia entre cultivares masculinas e femininas. Foram calculados os índices fisiológicos de abrolhamento (IA), abrolhamento fértil (IAF) e fertilidade (IF); e foi testada a capacidade germinativa do pólen das cultivares masculinas. O estudo mostrou que a cultivar Tsechelidis® é uma cultivar promissora, já que tem um IA de 56%±5 e um IAF de 38%±8. No entanto, apresentou-se mais precoce (1 semana) que a cultivar Hayward para as mesmas condições. É, portanto, necessário ter especial cuidado na selecção das cultivares masculinas a emparelhar com esta cultivar. A cultivar masculina P1 apresentou a melhor sincronia com a ‘Tsechelidis®’, embora o seu pólen não apresentasse a melhor viabilidade germinativa, mediana de 76%, IQR=71-83%. A cultivar Earligreen® demonstrou ser também muito promissora já que é fenologicamente similar à cultivar Hayward, embora com um índice de fertilidade superior (IF = 3,6 ± 0,4). As cultivares masculinas que apresentaram melhor sincronia com esta cultivar foram as cultivares M56 e Autari®, possuindo também pólen com excelente capacidade germinativa (mediana de 92,5% (IQR=90-97%) e 90,7% (IQR=87-93%), respectivamente. Já a cultivar Soreli® apresentou uma floração muito precoce (1 mês anterior à da ‘Hayward’). No entanto, não apresentou praticamente sincronia com a cultivar masculina Belén®, originando-se no final frutos maioritariamente com calibres não comerciais. Assim, para esta cultivar é necessário seleccionar uma cultivar masculina melhor adaptada para as condições do Minho