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Development of gastroretentive systems based on osmotically driven expansion

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Resumo:Muitos dos fármacos desenvolvidos são administrados por via oral, contudo as formas de libertação oral convencional apresentam como desvantagem a fraca absorção. A estratégia de retenção de fármacos no estômago tem sido estudada para ultrapassar esta dificuldade. Neste trabalho, foi desenvolvido um sistema de libertação prolongada, baseado na Tecnologia Geomatrix®. Este sistema é composto por um comprimido que possui uma matriz hidrofílica, a qual se encontra rodeada por uma ou duas camadas poliméricas constituídas por hidroxipropilmetilcelulose ou etilcelulose em diferentes quantidades (50, 80 ou 100 mg) e por uma unidade osmótica constituída por uma membrana de diálise e um agente osmótico (cloreto de sódio). As membranas de diálise testadas possuem massas molecular limite (molecular weight cut-off) diferentes e as quantidades de agente osmótico variam entre 75, 150 e 300 mg. O sistema é constituído pelo comprimido que é colado à unidade osmótica e depois é inserido numa cápsula. A cápsula quando em contacto com o fluido gástrico dissolve-se e liberta o sistema no estômago. As forças osmóticas promovem a expansão da unidade osmótica até dimensões superiores ao esfíncter pilórico, o que garante a retenção do sistema no estômago. As camadas de barreira através da restrição da área de superfície do comprimido, que está em contacto com o meio de dissolução são capazes de modificar a taxa de expansão da matriz hidrofílica, o que resulta num maior tempo de libertação da substância ativa. Foi observado que os comprimidos com três camadas quando comparados com os comprimidos de duas camadas apresentam um tempo de libertação do cloridrato de metformina (fármaco modelo) superior. Baseado nos resultados obtidos, foi ainda possível concluir que o sistema ideal deve possuir um mínimo de 80 mg como camada de barreira para cobrir toda a superfície do comprimido e deve ser formado pela membrana de diálise com uma massa molecular limite de 3500-5000 Dalton, a qual apresenta uma expansão de volume superior em menor tempo quando comparada com a outra membrana testada. Os resultados obtidos mostram que os comprimidos com várias camadas ligados às unidades osmóticas são capazes de garantir uma libertação prolongada do nosso fármaco modelo.
Autores principais:Silva, Maria Leonor dos Santos
Assunto:Multilayered tablets Gastroretentive system Polymers Prolonged release Osmotic unit Mestrado Integrado - 2024
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Muitos dos fármacos desenvolvidos são administrados por via oral, contudo as formas de libertação oral convencional apresentam como desvantagem a fraca absorção. A estratégia de retenção de fármacos no estômago tem sido estudada para ultrapassar esta dificuldade. Neste trabalho, foi desenvolvido um sistema de libertação prolongada, baseado na Tecnologia Geomatrix®. Este sistema é composto por um comprimido que possui uma matriz hidrofílica, a qual se encontra rodeada por uma ou duas camadas poliméricas constituídas por hidroxipropilmetilcelulose ou etilcelulose em diferentes quantidades (50, 80 ou 100 mg) e por uma unidade osmótica constituída por uma membrana de diálise e um agente osmótico (cloreto de sódio). As membranas de diálise testadas possuem massas molecular limite (molecular weight cut-off) diferentes e as quantidades de agente osmótico variam entre 75, 150 e 300 mg. O sistema é constituído pelo comprimido que é colado à unidade osmótica e depois é inserido numa cápsula. A cápsula quando em contacto com o fluido gástrico dissolve-se e liberta o sistema no estômago. As forças osmóticas promovem a expansão da unidade osmótica até dimensões superiores ao esfíncter pilórico, o que garante a retenção do sistema no estômago. As camadas de barreira através da restrição da área de superfície do comprimido, que está em contacto com o meio de dissolução são capazes de modificar a taxa de expansão da matriz hidrofílica, o que resulta num maior tempo de libertação da substância ativa. Foi observado que os comprimidos com três camadas quando comparados com os comprimidos de duas camadas apresentam um tempo de libertação do cloridrato de metformina (fármaco modelo) superior. Baseado nos resultados obtidos, foi ainda possível concluir que o sistema ideal deve possuir um mínimo de 80 mg como camada de barreira para cobrir toda a superfície do comprimido e deve ser formado pela membrana de diálise com uma massa molecular limite de 3500-5000 Dalton, a qual apresenta uma expansão de volume superior em menor tempo quando comparada com a outra membrana testada. Os resultados obtidos mostram que os comprimidos com várias camadas ligados às unidades osmóticas são capazes de garantir uma libertação prolongada do nosso fármaco modelo.