Publicação
How crystal clear is it? : estudo morfométrico e histopatológico do coração de gatos com cardiomiopatia hipertrófica
| Resumo: | A cardiomiopatia hipertrófica (HCM) é a cardiopatia mais frequente em gatos. O seu diagnóstico é predominantemente clínico, em vida, baseado no exame ecocardiográfico, seguindo-se o seu estadiamento de acordo com os restantes sinais clínicos e sintomas do animal. Em contrapartida, os critérios de diagnóstico pós-morte desta afeção não estão solidamente estabelecidos, sendo que muitos patologistas se baseiam no peso do coração e na avaliação macroscópica subjetiva e pessoal de alterações histopatológicas de tecido cardíaco. Foram recolhidos corações de gatos necropsiados no Serviço de Anatomia Patológica da FMV-ULisboa (n=32). Estes foram divididos em grupo controlo e grupo doente/HCM, de acordo com o peso do coração. Seguidamente, procedeu-se à análise morfométrica macroscópica e à avaliação histopatológica de amostras de miocárdio. Foi realizada coloração imunohistoquímica para troponina I cardíaca (cTnI) e, finalmente, efetuou-se a medição da espessura dos cardiomiócitos. Observaram-se diferenças estatisticamente significativas entre os grupos controlo e HCM na maior parte das variáveis morfométricas analisadas. No que diz respeito aos achados histopatológicos, a única diferença estatisticamente significativa foi no grau de fibrose da parede do ventrículo esquerdo. Além disso, a marcação imunohistoquímica para cTnI não detetou diferenças significativas entre tecido saudável e tecido lesionado. A espessura dos cardiomiócitos revelou diferenças significativas entre os dois grupos. Em conclusão, este estudo resultou num conjunto de observações que permitem uma melhor e mais completa compreensão morfométrica e histopatológica da HCM em gatos. Mais estudos permitirão uma melhor e mais completa compreensão da patologia clínica e histopatologia da HCM felina |
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| Autores principais: | Lopes, João Francisco Carvalho |
| Assunto: | Cardiomiopatia hipertrófica Gato Miocárdio Morfometria Histopatologia Cardiomiócitos Hypertrophic cardiomyopathy Cat Myocardium Morphometry Histopathology Cardiomyocytes |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A cardiomiopatia hipertrófica (HCM) é a cardiopatia mais frequente em gatos. O seu diagnóstico é predominantemente clínico, em vida, baseado no exame ecocardiográfico, seguindo-se o seu estadiamento de acordo com os restantes sinais clínicos e sintomas do animal. Em contrapartida, os critérios de diagnóstico pós-morte desta afeção não estão solidamente estabelecidos, sendo que muitos patologistas se baseiam no peso do coração e na avaliação macroscópica subjetiva e pessoal de alterações histopatológicas de tecido cardíaco. Foram recolhidos corações de gatos necropsiados no Serviço de Anatomia Patológica da FMV-ULisboa (n=32). Estes foram divididos em grupo controlo e grupo doente/HCM, de acordo com o peso do coração. Seguidamente, procedeu-se à análise morfométrica macroscópica e à avaliação histopatológica de amostras de miocárdio. Foi realizada coloração imunohistoquímica para troponina I cardíaca (cTnI) e, finalmente, efetuou-se a medição da espessura dos cardiomiócitos. Observaram-se diferenças estatisticamente significativas entre os grupos controlo e HCM na maior parte das variáveis morfométricas analisadas. No que diz respeito aos achados histopatológicos, a única diferença estatisticamente significativa foi no grau de fibrose da parede do ventrículo esquerdo. Além disso, a marcação imunohistoquímica para cTnI não detetou diferenças significativas entre tecido saudável e tecido lesionado. A espessura dos cardiomiócitos revelou diferenças significativas entre os dois grupos. Em conclusão, este estudo resultou num conjunto de observações que permitem uma melhor e mais completa compreensão morfométrica e histopatológica da HCM em gatos. Mais estudos permitirão uma melhor e mais completa compreensão da patologia clínica e histopatologia da HCM felina |
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