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Avaliação e melhoria do desempenho térmico na reabilitação de uma habitação familiar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Atualmente, cerca de 80% do nosso tempo é passado dentro de edifícios, o que aliado ao aumento dos aparelhos elétricos que usamos e da exigência do nosso conforto, em Portugal cerca de 30% da energia consumida corresponde a edifícios. O edificado português é bastante antigo, cerca de 70% foi construído antes de 1990, início da introdução de legislação de comportamento térmico de edifícios em Portugal. Como tal, é importante proceder agora à reabilitação dos edifícios mais antigos de forma a melhorar o seu desempenho energético, a estarem em conformidade com a atual legislação e para diminuir a sua parcela de energia consumida em Portugal. Esta dissertação tem como objetivo principal o estudo e a melhoria do desempenho energético de um edifício de habitação que está a ser reabilitado. Para tal são usados dois métodos: o método quase-estacionário, usado pelo Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Habitação (REH) e a simulação dinâmica com recurso ao programa EnergyPlus. Em relação ao método quase-estacionário obteve-se para as necessidades anuais de energia útil para aquecimento o valor de 21.42kWh/m2.ano (inferior ao de referência que é 33.12kWh/m2.ano). Para as de arrefecimento, 25.14kWh/m2.ano (superior ao de referência que é 16.29kWh/m2.ano). O valor obtido das necessidades nominais anuais de energia primária foi 65.28kWh/m2.ano enquanto que o valor limite regulamentar obtido foi 84.58kWh/m2.ano. Com estes valores obteve-se um rácio RNT igual a 0.77, que corresponde à classe energética B-. Foi feito ainda um pequeno estudo acerca da influência do COP da bomba de calor com a classe energética, do qual se concluiu que esta é alterada a partir do COP igual a seis. Foram feitas quatro simulações, uma para comparar com o método quase-estacionário, duas mais realistas, em que se diferencia o intervalo de temperaturas desejadas (um é 18-25ºC e o segundo de acordo com o desejado pelos ocupantes reais da habitação é 21-22ºC) e a última é para estudar o comportamento térmico da habitação. Da primeira concluiu-se que existe uma grande discrepância nas cargas de aquecimento e arrefecimento nos dois métodos, a segunda é a que tem menores cargas porque tem um intervalo de temperaturas amplo, na terceira aumenta as cargas porque o intervalo diminuiu e da quarta simulação concluiu-se que conforme aumenta a exposição solar dos pisos, assim aumenta a temperatura interior. Foram estudadas cinco medidas de melhoria (toldos no verão, no piso superior do lado esquerdo, caixilharia de PVC em vez de alumínio, instalação de painéis fotovoltaicos e coletores solares e aparelhos de ar-condicionado com melhor EER). Em relação ao método quase estacionário, obteve-se 20.85kWh/m2.ano e 22.58kWh/m2.ano para as necessidades anuais de aquecimento e arrefecimento, respetivamente. As necessidades anuais de energia primária desceram para 44.16kWh/m2.ano e consequentemente o rácio desceu para 0.50, subindo para a classe A. Com a simulação observou-se um aumento da carga de aquecimento e uma diminuição da carga de arrefecimento, mas no geral, obteve-se sempre diminuição do total das cargas.
Autores principais:Morais, Natacha Sofia Mouco
Assunto:Edifícios Reabilitação Melhor desempenho energético REH Simulação dinâmica Teses de mestrado - 2017
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Atualmente, cerca de 80% do nosso tempo é passado dentro de edifícios, o que aliado ao aumento dos aparelhos elétricos que usamos e da exigência do nosso conforto, em Portugal cerca de 30% da energia consumida corresponde a edifícios. O edificado português é bastante antigo, cerca de 70% foi construído antes de 1990, início da introdução de legislação de comportamento térmico de edifícios em Portugal. Como tal, é importante proceder agora à reabilitação dos edifícios mais antigos de forma a melhorar o seu desempenho energético, a estarem em conformidade com a atual legislação e para diminuir a sua parcela de energia consumida em Portugal. Esta dissertação tem como objetivo principal o estudo e a melhoria do desempenho energético de um edifício de habitação que está a ser reabilitado. Para tal são usados dois métodos: o método quase-estacionário, usado pelo Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Habitação (REH) e a simulação dinâmica com recurso ao programa EnergyPlus. Em relação ao método quase-estacionário obteve-se para as necessidades anuais de energia útil para aquecimento o valor de 21.42kWh/m2.ano (inferior ao de referência que é 33.12kWh/m2.ano). Para as de arrefecimento, 25.14kWh/m2.ano (superior ao de referência que é 16.29kWh/m2.ano). O valor obtido das necessidades nominais anuais de energia primária foi 65.28kWh/m2.ano enquanto que o valor limite regulamentar obtido foi 84.58kWh/m2.ano. Com estes valores obteve-se um rácio RNT igual a 0.77, que corresponde à classe energética B-. Foi feito ainda um pequeno estudo acerca da influência do COP da bomba de calor com a classe energética, do qual se concluiu que esta é alterada a partir do COP igual a seis. Foram feitas quatro simulações, uma para comparar com o método quase-estacionário, duas mais realistas, em que se diferencia o intervalo de temperaturas desejadas (um é 18-25ºC e o segundo de acordo com o desejado pelos ocupantes reais da habitação é 21-22ºC) e a última é para estudar o comportamento térmico da habitação. Da primeira concluiu-se que existe uma grande discrepância nas cargas de aquecimento e arrefecimento nos dois métodos, a segunda é a que tem menores cargas porque tem um intervalo de temperaturas amplo, na terceira aumenta as cargas porque o intervalo diminuiu e da quarta simulação concluiu-se que conforme aumenta a exposição solar dos pisos, assim aumenta a temperatura interior. Foram estudadas cinco medidas de melhoria (toldos no verão, no piso superior do lado esquerdo, caixilharia de PVC em vez de alumínio, instalação de painéis fotovoltaicos e coletores solares e aparelhos de ar-condicionado com melhor EER). Em relação ao método quase estacionário, obteve-se 20.85kWh/m2.ano e 22.58kWh/m2.ano para as necessidades anuais de aquecimento e arrefecimento, respetivamente. As necessidades anuais de energia primária desceram para 44.16kWh/m2.ano e consequentemente o rácio desceu para 0.50, subindo para a classe A. Com a simulação observou-se um aumento da carga de aquecimento e uma diminuição da carga de arrefecimento, mas no geral, obteve-se sempre diminuição do total das cargas.