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Re habitar e revitalizar o pátio
| Resumo: | O presente trabalho focaliza-se nos pátios operários do Montijo, um tema marcante para a cidade, embora pouco explorado. Propõe-se a reabilitação de um pátio operário com o objetivo de melhorar as condições habitacionais, manter o grupo social e a ambiência original destes lugares singulares. Neste trabalho são abordadas algumas das soluções habitacionais destinadas às classes trabalhadoras (pátios, vilas e ilhas) com maior enfoque nos pátios operários do Montijo. Portanto, são apresentados casos de estudo na cidade, juntamente com entrevistas a moradores. Estes modelos habitacionais surgiram após a industrialização como resposta ao êxodo rural e ao excesso de procura habitacional em algumas cidades. O Montijo, conhecido ainda hoje pelas indústrias da cortiça e das carnes, foi uma destas cidades. Estas habitações operárias desenvolvem-se dentro dos quarteirões e viram-se para uma área central com formas e dimensões diversificadas. Na maioria dos casos, são apenas acessíveis através de pequenos becos. Intencionalmente mantidos longe das ruas principais e do olhar do público, muitos destes mantiveram-se desconhecidos dos restantes habitantes durante anos. Com dimensões exíguas e graves problemas de salubridade, as casas estendiam-se para o acesso comum exterior. Os habitantes dos pátios operários tinham assim relações sociais intensas, baseadas na interajuda entre vizinhos. Recentemente assistimos à desertificação de algumas destas tipologias. As condições de habitabilidade que normalmente oferecem não vão ao encontro nas normas de habitação condigna que defendemos mundialmente. A falta de saneamento, água corrente e eletricidade são problemas que persistem em plenos centros urbanos, maioritariamente nestas tipologias. Por outro lado, constatamos várias iniciativas de reabilitação, no entanto, estes projetos normalmente visam outros grupos sociais mais possidentes. Ambas as situações levam à perda inevitável da memória e do modo de vida dos pátios operários. A primeira devido ao abandono; a segunda, devido ao repovoamento dos pátios por novos grupos sociais. Atualmente a escassez da oferta de habitações economicamente acessíveis ainda é um problema sistemático. Neste contexto, este Projeto Final de Mestrado incide na reabilitação de um pátio operário, em particular do Pátio do Anatólio na cidade do Montijo, esta sim destinada aos moradores autóctones e a outros grupos sociais com escassos recursos económicos. Sendo o pátio um elemento catalisador de relações sociais, a renovação da energia destes mesmos espaços é central neste projeto. Este trabalho procura igualmente recriar e fortalecer o ambiente intimista (a assim de pertença) nestas “aldeias” ocultas em plena cidade. Palavras-chave |
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| Autores principais: | Alves, Tatiana Sofia Gomes |
| Assunto: | Reabilitação Pátios operários Coesão social Habitação condigna Pátio do Anatólio Montijo Rehabilitation Pos-industrial working-class neighbourhoods Social cohesion Decent housing |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente trabalho focaliza-se nos pátios operários do Montijo, um tema marcante para a cidade, embora pouco explorado. Propõe-se a reabilitação de um pátio operário com o objetivo de melhorar as condições habitacionais, manter o grupo social e a ambiência original destes lugares singulares. Neste trabalho são abordadas algumas das soluções habitacionais destinadas às classes trabalhadoras (pátios, vilas e ilhas) com maior enfoque nos pátios operários do Montijo. Portanto, são apresentados casos de estudo na cidade, juntamente com entrevistas a moradores. Estes modelos habitacionais surgiram após a industrialização como resposta ao êxodo rural e ao excesso de procura habitacional em algumas cidades. O Montijo, conhecido ainda hoje pelas indústrias da cortiça e das carnes, foi uma destas cidades. Estas habitações operárias desenvolvem-se dentro dos quarteirões e viram-se para uma área central com formas e dimensões diversificadas. Na maioria dos casos, são apenas acessíveis através de pequenos becos. Intencionalmente mantidos longe das ruas principais e do olhar do público, muitos destes mantiveram-se desconhecidos dos restantes habitantes durante anos. Com dimensões exíguas e graves problemas de salubridade, as casas estendiam-se para o acesso comum exterior. Os habitantes dos pátios operários tinham assim relações sociais intensas, baseadas na interajuda entre vizinhos. Recentemente assistimos à desertificação de algumas destas tipologias. As condições de habitabilidade que normalmente oferecem não vão ao encontro nas normas de habitação condigna que defendemos mundialmente. A falta de saneamento, água corrente e eletricidade são problemas que persistem em plenos centros urbanos, maioritariamente nestas tipologias. Por outro lado, constatamos várias iniciativas de reabilitação, no entanto, estes projetos normalmente visam outros grupos sociais mais possidentes. Ambas as situações levam à perda inevitável da memória e do modo de vida dos pátios operários. A primeira devido ao abandono; a segunda, devido ao repovoamento dos pátios por novos grupos sociais. Atualmente a escassez da oferta de habitações economicamente acessíveis ainda é um problema sistemático. Neste contexto, este Projeto Final de Mestrado incide na reabilitação de um pátio operário, em particular do Pátio do Anatólio na cidade do Montijo, esta sim destinada aos moradores autóctones e a outros grupos sociais com escassos recursos económicos. Sendo o pátio um elemento catalisador de relações sociais, a renovação da energia destes mesmos espaços é central neste projeto. Este trabalho procura igualmente recriar e fortalecer o ambiente intimista (a assim de pertença) nestas “aldeias” ocultas em plena cidade. Palavras-chave |
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